Marc Márquez defende competitividade da Honda e diz: “Pilotos têm de se adaptar”

Hexacampeão da MotoGP prometeu reação da Honda, mas negou que a RC213V seja uma moto para um piloto só

Marc Márquez pode estar fora de combate, mas nem por isso deixa de defender a Honda. Afastado da MotoGP por causa de uma fratura no braço direito, o espanhol de Cervera minimizou o resultado negativo da marca da asa dourada na temporada 2020 e lembrou que a montadora é a mais bem sucedida na categoria nos últimos dez anos.

Sem Márquez, a Honda amarga uma temporada para lá de apagada. Na disputa do Mundial de Construtores, a fábrica ocupa a quinta colocação, com 63 pontos, à frente apenas da Aprilia. Na disputa entre Equipes, é a última colocada, 123 pontos atrás da líder SRT Yamaha.

Marc Márquez avaliou que a Honda tem uma estratégia que funciona na MotoGP (Foto: Repsol)

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A situação levou a questionamentos em relação à estratégia da Honda, já que Marc é o único que consegue colocar a RC213V no topo do pódio. O piloto de 27 anos, contudo, defende a linha de trabalho da equipe comandada por Alberto Puig e garante que a reação virá.

“Tenho muito tempo agora e leio muitas coisas, mas no fim, se você olhar para os últimos dez anos, a Honda teve uma estratégia perfeita. Por quê? Por que foi a equipe que venceu mais títulos e mais vezes o Mundial de Equipes”, disse Márquez. “Acho que a Honda está fazendo um ótimo trabalho em todos esses anos. Todas as fábricas têm dificuldades em um ano, mas é assim às vezes. Estamos ansiosos por melhorar a situação para o próximo amo, porque me sinto parte da Honda e sinto que é parte da minha responsabilidade estar lá para levar a Honda ao topo. E vamos voltar”, assegurou.

“Mas para mim, no fim, a estratégia da Honda significa que você pode sofrer por um ano, mas você precisa olhar para os últimos dez anos. E, nos últimos dez anos, a Honda conquistou mais do que as outras fábricas”, sublinhou.

Questionado se o protótipo da classe rainha precisa ser fácil, Marc respondeu: “Uma moto de MotoGP é uma moto de MotoGP. Toda MotoGP tem uma característica diferente, e os pilotos têm de se adaptar à moto. A Honda tem essa filosofia há muitos, muitos anos nas 500cc e na MotoGP. Por exemplo, quando conversei com [Mick] Doohan, com [Álex] Crivillè, a filosofia era a mesma”.

“A Honda tem uma boa moto, mas você precisa estar 100% em forma, você precisa forçar muito, mas quando encontra a sensação com a moto, você pode ser realmente rápido”, apontou. “Quando leio que a ‘moto é feita só para o estilo de Márquez e blá-blá-blá’, não é assim. Temos três motos oficiais na pista. Ano passado, éramos eu, [Jorge] Lorenzo e [Cal] Crutchlow e todos os pilotos têm os mesmos comentários. É outra coisa se um piloto é mais rápido ou mais lento. Mas sou o primeiro a querer uma moto mais rápida e mais fácil. Vai ser mais fácil também para mim. Mas não é assim. É uma moto competitiva e na última corrida, por exemplo, terminou na sexta colocação com [Takaaki] Nakagami e na sétima com um piloto novato, o Álex [Márquez]. Então, é uma boa moto, tem potencial, mas se você quer entender a moto, precisa cair muitas vezes, mas vai entendê-la”, concluiu.

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