Com Marc Márquez em recuperação, Honda vive maior seca de vitórias na MotoGP

Sem vencer desde o GP da Comunidade Valenciana de 2019, a marca da asa dourada tem a maior seca de vitórias na classe rainha do Mundial de Motovelocidade. O recorde anterior era uma estiagem de 18 GPs

Marc Márquez caiu pela segunda vez no GP da França (Vídeo: MotoGP)

É oficial: a Honda vive a maior seca de vitórias na classe rainha do Mundial de Motovelocidade. Longe do topo do pódio da MotoGP desde o GP da Comunidade Valenciana de 2019, a montadora fundada por Soichiro Honda completou neste domingo (16) 19 corridas sem vencer na MotoGP. Jack Miller foi quem saiu vitorioso do GP da França.

Até o GP francês de 2021, a maior seca da Honda desde o retorno à disputa, em 1982, tinha sido registrada entre o GP da Grã-Bretanha de 2008 e o GP da Holanda de 2009. Na época, foram 11 triunfos da Yamaha ― nove com Valentino Rossi e dois com Jorge Lorenzo ― e sete da Ducati, todos com Casey Stoner.

A seca chegou ao fim apenas no GP dos Estados Unidos, em Laguna Seca, com Dani Pedrosa, que também tinha sido o autor do último triunfo ― no GP da Catalunha de 2008.

Vitória de Marc Márquez na Comunidade Valenciana em 2019 foi a última da Honda (Foto: Repsol)

Desta vez, a última vitória data de 17 de novembro de 2019, quando Marc Márquez recebeu a bandeirada na Comunidade Valenciana com 1s026 de vantagem para Fabio Quartararo.

Ao contrário da estiagem anterior, quando a MotoGP era dominada especialmente pela Yamaha, com a Ducati ainda firme na era Stoner, desta vez o revés se dá em grande parte por baixa médica.

A temporada passada teve o início adiado por causa da pandemia de Covid-19, mas foi logo na primeira corrida do ano que Marc caiu e fraturou o braço direito. O espanhol de Cervera até tentou voltar de imediato, mas sucumbiu às dores e adiou o retorno para a terceira etapa. Antes do GP da Tchéquia, contudo, o hexacampeão entortou a placa de titânio introduzida na primeira cirurgia e precisou passar por um novo procedimento.

Essa intervenção, contudo, não solucionou o problema e, em dezembro passado, foi necessária uma terceira operação, quando os médicos identificaram também uma infecção. No total, o mais velho dos Márquez passou 15 etapas longe e voltou apenas no GP de Portugal, terceira etapa do campeonato deste ano.

Enquanto Marc estava no estaleiro, a Honda pôde contar com Takaaki Nakagami, Álex Márquez, Cal Crutchlow e Stefan Bradl. O quarteto, porém, conseguiu apenas dois pódios: os segundos lugares do caçula dos Márquez nos GPs da França e de Aragão.

Ao longo das últimas 19 corridas, foi a Yamaha quem levou a melhor, com dez vitórias ― cinco de Fabio Quartararo, três de Franco Morbidelli e duas de Maverick Viñales. A Ducati venceu quatro vezes e a KTM, três, enquanto a Suzuki levou ― o título e ― a melhor em duas oportunidades.

A ausência de Marc não é, contudo, uma resposta única para o jejum. Afinal, ao longo dos anos o protótipo japonês se mostrou direcionado única e exclusivamente ao espanhol, com os pilotos conseguindo apenas brilharecos aqui e ali. No fim do ano passado, Álex ainda indicou que vinha se entendendo melhor com a protótipo 1000cc, mas isso foi por água abaixo neste ano, junto com a mudança para a LCR.

Pol Espargaró chegou para compor a dupla de Márquez, mas ainda não conseguiu entregar o esperado. Após a corrida na Espanha, o piloto se mostrou até um pouco perdido.

Com o resultado deste GP da França, a Honda amplia a seca e estabelece um novo recorde, mas vê uma luz no fim do túnel: a recuperação de Marc Márquez parece ser o único caminho para recolocar a RC213V no topo da MotoGP. O #93 bem que tentou neste domingo, especialmente com a pista molhada, mas duas quedas em Le Mans acabaram por confirmar a estiagem da RC213V.

A MotoGP volta à ação no dia 30 de maio, com o GP da Itália, sexta etapa do calendário. Acompanhe a cobertura do GRANDE PRÊMIO sobre o Mundial de Motovelocidade.

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