MotoGP

Márquez acerta contas com Argentina após exibição tresloucada de 2018 e entrega atuação irretocável

Depois de desperdiçar uma chance de vitória em 2018 com uma atuação bastante estabanada, Marc Márquez acertou as contas com o GP da Argentina e entregou uma exibição impecável. De brinde, o #93 ainda vai para o Texas com a liderança da MotoGP

Grande Prêmio / JULIANA TESSER, de São Paulo
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Marc Márquez fez as pazes com Termas de Río Hondo. Muito embora já tivesse um currículo respeitável no GP da Argentina, o #93 tinha contas a acertar, uma vez que desperdiçou uma chance de vitória no ano passado com uma atuação para lá de estabanada.
 
Para quem não se lembra, o GP de 2018 foi um dos mais polêmicos da carreira do espanhol de Cervera. O imbróglio começou com a virada no tempo, que culminou em uma das largadas mais exóticas da categoria ― com Jack Miller ganhando filas e mais filas de vantagem após ter sido o único a optar por pneus slicks antes de a largada ser abortada após a volta de aquecimento com todos os demais correndo para os boxes em busca da moto reserva.
 
Mas, como confusão pouca é bobagem, a RC213V do #93 apagou na hora da largada. Ao invés de seguir o regulamento, levantar o braço e aguardar ajuda para deixar o grid, Marc desceu da Honda, empurrou o protótipo pela pista, ligou a moto no tranco e voltou à sua posição original como se nada tivesse acontecido.
Márquez comemora vitória na Argentina (Foto: Repsol)
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Por mais estranho que pareça, a MotoGP permitiu que o espanhol largasse assim mesmo, mas, depois de seis voltas ― lideradas por Marc, aliás ― o então companheiro de Dani Pedrosa foi aos boxes cumprir um ride-through por ter andado na contramão no grid.
 
Dono de um ritmo superior, Márquez voltou para a pista e partiu para o ataque, lançando mão de manobras agressivas aqui e ali. Com quatro voltas para o fim, o espanhol foi com tudo para cima de Valentino Rossi, forçou o #46 para fora da pista e causou a queda do italiano, o que lhe rendeu mais uma punição: o acréscimo de 30s ao tempo de prova.
 
A relação com o italiano, que já não era das melhores desde 2015, azedou mais uma vez ― e, aliás, só voltou ao ‘normal’ neste domingo, quando os dois deram as mãos após o fim da corrida ― e Marc cai direto no olho do furacão. 
 
É bem verdade que Marc ‘falou’ na pista e seguiu rumo ao pentacampeonato da MotoGP, mas aquele GP da Argentina foi mesmo um desperdício. Tal qual neste ano, o #93 tinha mostrado nos treinos que tinha um ritmo superior e, assim, poderia vencer a corrida com a mesma facilidade de hoje. Era preciso acertar essa conta.

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Dono da pole, Márquez disparou na frente desde a largada e não deu a menor bola para a concorrência. O espanhol chegou a abrir mais de 12s de frente, mas recebeu a bandeirada ‘só’ com 9s8 de vantagem para Rossi, já que aliviou um pouco no fim para poder comemorar.
 
“Não é nada do meu estilo, posso contar nos dedos quantas corridas ganhei com uma mão, mas, honestamente, depois do ano passado, queria fazer uma corrida assim, queria demonstrar a minha velocidade e a minha precisão”, admitiu Márquez ao fim da corrida.
 
O espanhol ressaltou que poucas vezes tem a chance de fazer uma corrida como a de hoje e, assim, era preciso aproveitar.
 
“Colocamos no modo cruzeiro. São poucas vezes no ano que você tem essa sensação com a moto”, comentou. “Desde sexta-feira, eu me encontrei bem. Na corrida, larguei e me senti muito bem na moto, então tinha de aproveitar, porque não temos muitas corridas assim durante a temporada”, insistiu.
 
Márquez, que admitiu ter torcido por Rossi no confronto com Andrea Dovizioso ― já que o terceiro lugar do #4 lhe renderia a liderança ―, avaliou que é preciso fazer sempre o máximo das oportunidades que surgem.
 
“Nunca é fácil ganhar, mas quando é preciso sofrer, temos de sofrer como no Catar. E, quando temos uma corrida como a de hoje, é preciso aproveitar”, concluiu.