MotoGP

Márquez admite que precisa de paciência em recuperação e revela intervenção da Honda: “Tiveram de me frear”

Marc Márquez reconheceu que precisa ter paciência nesta reta final de recuperação da cirurgia no ombro esquerdo. O #93, no entanto, admitiu que precisou ser freado pela Honda nos testes de Sepang

Warm Up / Redação GP, de São Paulo
Marc Márquez sabe que precisa de calma nesta reta final de recuperação após a cirurgia no ombro esquerdo. O #93 reconheceu na quinta-feira (7) que ainda tem muito a melhorar em sua condição física
 
Nos dois primeiros dias de testes em Sepang, Márquez completou um total de 66 voltas, mas, apesar de ter rodado mais do que na quarta-feira, teve um dia mais sofrido.
Marc Márquez reconheceu que precisa de paciência para se recuperar (Foto: Repsol)
“Nós testamos varias coisas, mas paramos, pois o ombro estava ficando cada vez pior e preferimos nos recuperar para amanhã”, disse Márquez. “Me faltava energia e ombro doía cada vez mais. Tínhamos previsto dar mais voltas, mas agora temos de respeitar o ombro. Não tinha o mesmo controle em cima da moto, doía muito, e, por isso, nós paramos”, explicou.
 
“A partir da segunda saída, vi que tinha cada vez menos energia e mais dor”, relatou.
 
Apesar de estar rodando pouco, Márquez destacou que a Honda tem conseguido avançar, já que está priorizando itens mais relevantes em Sepang.
 
“Não estamos testando os detalhes, estamos testando as coisas grandes focando no Catar, as peças novas e o motor. Os detalhes nós vamos testar mais para frente, porque, além do mais, não estou pilotando como estou acostumado”, apontou. 
 
Por conta das condições de Márquez, a Honda não pretende fazer uma simulação de corrida no último dia em Sepang. “Agora, eu não poderia dar 30 voltas seguidas”, indicou.
 
Apesar do revés, Marc acredita que estará em boas condições para a estreia da temporada na MotoGP.
 
“No Catar, não acho que o ombro será um problema. Tem mais um teste ali, depois a corrida. A minha ideia é chegar 100% na Argentina. Estou convencido de que chegarei bem no Catar, mas também achava que chegaria bem aqui”, ponderou.
 
Por fim, Marc reconheceu que precisa ter paciência e contou que a Honda o ajudou a se conter nesta quinta-feira.
 
“Agora não podemos ter pressa, embora eu tenha quando coloco o capacete”, admitiu. “Por isso, tiveram de me frear. Me pegaram e me sentaram em uma cadeira nos boxes”, completou.