MotoGP

Márquez avalia que Ducati “vai ao limite” do regulamento e admite: “Mesma coisa que eu tento fazer na pista”

Marc Márquez admitiu que a Ducati vai sempre em busca do limite do regulamento técnico, mas ponderou que ele próprio faz isso na pista. O #93 evitou polêmicas e disse que deixa com as fábricas a parte técnica do campeonato

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
A chegada à Argentina não colocou um ponto final da polêmica sobre o defletor introduzido pela Ducati no Catar. Na quinta-feira (28), a peça voltou a ser alvo de questionamentos, mas Marc Márquez se negou a atribuir sua derrota no GP do Catar à peça usada por Andrea Dovizioso.
 
 
Falando à imprensa espanhola em Termas de Río Hondo, Márquez afirmou que segue pensando que Dovizioso conquistou a vitória na pista e contou que aproveitou o intervalo entre as etapas para avaliar seus erros e acertos.
Marc Márquez voltou a dizer que defletor não influenciou vitória de Andrea Dovizioso no Catar (Foto: Divulgação/MotoGP)
“Eu continuo pensando da mesma forma. Nestas duas semanas, eu foquei em ver os vídeos do Catar para melhorar, ver o que fiz mal, o que fiz bem. Também vi vídeos da Argentina para melhorar o resultado do ano passado. A parte técnica, eu deixo para as fábricas”, seguiu.
 
“Eu sei o que aconteceu no Catar: um piloto me venceu, a mesma coisa que eu disse no dia, e me concentro basicamente nisso”, insistiu. “Logicamente, a Ducati inovou neste tema e, com certeza, as outras marcas já estão investigando para ver o que funciona, o que não, que benefícios têm, para provarem no futuro”, assegurou.
 
Questionado se, tal qual ele próprio faz na pista, a Ducati também vai ao limite do regulamento, Márquez ponderou: “Sim, está claro que, em nível técnico, a Ducati está sempre investigando, sempre buscando algo, sempre vai no limite de tudo, que é a mesma coisa que eu tento fazer na pista, ir ao limite de tudo para marcar a diferença”.
 
“Mas o importante, e com o que eu fico, é que nos últimos três anos nós conseguimos a tríplice coroa, então a Honda tampouco faz as coisas mal”, concluiu.