Márquez elege Japão como melhor prova de recuperação e diz que canalizou raiva para vencer provas

Com temporada marcada pela agressividade, Marc Márquez reconhece que usou raiva para brigar por vitórias na Moto2. Espanhol elegeu GP do Japão como sua melhor prova de recuperação

 

Marc Márquez conquistou no último domingo (28) o título da temporada de 2012 da Moto2 e, com apenas mais uma prova para o fim do Mundial, já começa a focar no primeiro teste com a Honda no exercício coletivo deste fim de ano. 
 
Mas enquanto o GP de Valência não chega, o jovem espanhol terá tempo de celebrar e avaliar a temporada. Em uma entrevista divulgada à imprensa nesta segunda-feira, Márquez admitiu que se sente liberado após o triunfo na categoria intermediária do Mundial de Motovelocidade. 
 
O espanhol lembrou os momentos de dificuldade no início do ano, quando não tinha certeza de voltaria a correr, uma vez que sofria com um problema de visão decorrente de um acidente nos treinos livres para o GP da Malásia de 2011.
Meta de Márquez era conquistar título da Moto2 antes de subir para MotoGP (Foto: Repsol)
“Conquistar o título foi muito importante. Eu devo isso aos meus patrocinadores, minha família e também ao Emilio Alzamora. Eles se esforçaram tanto pelo meu sucesso”, falou. “Acima de tudo, eu os agradeço pelo apoio durante a minha recuperação no inverno. Foi muito difícil superar o desapontamento resultante da lesão”, reconheceu. 
 
“Toda manhã eu acordava angustiado esperando finalmente para de ver dobrado”, contou. “Além disso, suportar a pressão e ser sempre rotulado como favorito é difícil. Quando você não está no topo, você começa a ser questionado sobre o que está acontecendo e as dúvidas surgem. Foi muito importante vencer depois da pressão permanente durante todo o ano”, ponderou.
 
A atuação de Marc nesta temporada contou com mais uma incrível corrida de recuperação. Na etapa do Japão, o piloto errou na largada e despencou para o fundo do pelotão, mas conseguiu reverter a situação e vencer em Motegi. A etapa nipônica entra para a história de Marc, ao lado da prova do Estoril em 2010 e da Austrália em 2011.
 
“Mais do que recuperações, essas corridas foram resultado de erros que cometi antes… Como as corridas acabaram bem, todos se lembram delas”, explicou. “Este ano a recuperação mais notável foi, sem dúvida, no Japão. Quando você vence corridas assim, é uma ótima recompensa pessoal.”
 
Questionado sobre qual delas foi a sua favorita, o representante da Catalunya não titubeou. “Japão, sem dúvida. Depois do erro na largada, conseguiu ficar calmo e isso foi muito importante para mim. Me recuperar desde a primeira curva foi difícil, mas deu significado à vitória”, justificou. 
 
Na visão do piloto, a fase mais importante da temporada para a conquista do título foi após a pausa de versão, quando a disputa com Pol Espargaró se intensificou. 
 
“Tiveram muitos momentos importantes, mas os melhores foram nas corridas depois da pausa de verão, quando eu disputei o título com Pol. Indianápolis, Brno, Aragón e Japão foram corridas decisivas nas quais batalhei com ele lado a lado e onde eu não podia deixá-lo tirar pontos de mim”, falou. “Dou muito valor a um campeonato vencido nas últimas voltas. Tivemos muitas batalhas e, talvez, não tenha uma em especial que tenha sido decisiva, mas quando você vence cinco na última volta, cada conjunto de cinco pontos faz a diferença para conquistar o campeonato”, ponderou. 
 
Perguntado se houve alguma corrida durante a temporada em que pensou que deveria vencer a qualquer custo, Márquez respondeu: “Tiveram algumas. A última volta é sempre, sempre no limite. Estoril, o GP do Japão, Misano… Tiveram muitas vezes em que tive de canalizar a minha raiva interior para vencer a corrida”, concluiu. 

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