MotoGP

Márquez fala em “dia pior” em Sepang e reconhece: “Hoje eu senti que preciso de mais treinamento físico”

Oitavo colocado no segundo dia de testes da MotoGP em Sepang, Marc Márquez disse que foi pior em relação à primeira sessão. O #93 avaliou que precisa de mais treinamento físico, especialmente no ombro recém-operado

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Marc Márquez não saiu muito satisfeito do segundo dia de testes da MotoGP na Malásia. O piloto da Honda contou que ficou sem energia muito mais rápido nesta quinta-feira (7) e preferiu encerrar as atividades do dia antes do previsto para se poupar para a sexta-feira.
 
No total, Márquez completou 37 voltas, a melhor delas em 1min59s790, e ficou com o oitavo melhor tempo, 0s893 atrás de Maverick Viñales, o líder da atividade.
 
“Hoje nós trabalhamos mais ou menos da mesma forma que ontem. Nós testamos algumas coisas, as mais importantes”, começou Marc. “O começo do dia não foi mal, ainda estávamos ok, mas aí, imediatamente, a minha energia começou a cair. Nós paramos, pois o ombro estava ficando cada vez pior”, relatou. 
Marc Márquez contou que se sentiu pior nesta quinta-feira  (Foto: Repsol)
“Ontem o feeling foi ok, mas hoje foi pior, então paramos para podermos estar prontos para amanhã”, explicou. “Hoje eu senti mais que preciso de mais treinamento físico, especialmente no ombro”, ponderou.
 
Na quarta-feira, Marc relatou que teve de modificar seu estilo de pilotagem para lidar com sua atual condição física, uma situação que explicou em mais detalhes hoje.
 
“Eu não posso pilotar como quero. Normalmente, sou um piloto que, no ponto de freada, freia muito forte, muito tarde, e eu não estou pilotando assim. Agora eu preciso frear mais cedo, especialmente nas curvas para a esquerda”, apontou. “Nas mudanças de direção, normalmente eu sou bem agressivo e agora eu tenho de ser muito, muito suave, tentando encontrar o tempo em outro lugar”, continuou. 
 
“Como eu disse, eu comecei o dia com uma boa energia, mas, aí, imediatamente, isso começou a baixar, porque eu vi que não estava pronto. É melhor ser três ou quatro décimos mais lento do que o seu ritmo e poder testar as coisas”, comentou.
 
Questionado sobre o que precisa melhorar na RC213V para o GP do Catar, Márquez respondeu: “Nós estamos trabalhando na saída de curva”. 
 
“Nós também tivemos um probleminha na entrada durante todo o ano passado, e estamos tentando trabalhar nisso para entender. Às vezes é difícil entender nesse circuito por causa das altas temperaturas, mas, especialmente na saída da curva, se você tenta encontrar o ritmo, a aceleração não é melhor”, encerrou.