Márquez volta a se impor e comanda 3º dia de testes da MotoGP na Malásia. Lorenzo e Crutchlow completam top-3

Marc Márquez foi o mais rápido nesse terceiro dia da segunda bateria de testes da pré-temporada 2015 da MotoGP. Com seu melhor giro em 1min59s115, espanhol fechou o dia com 0s322 de vantagem para Jorge Lorenzo, o segundo colocado. Cal Crutchlow completa a lista dos três melhores

A cobertura completa da pré-temporada 2015 da MotoGP no GRANDE PRÊMIO

Marc Márquez foi o mais rápido no terceiro dia da segunda bateria de testes da pré-temporada 2015 da MotoGP. Nesta quarta-feira (25), o espanhol cravou sua melhor volta em 1min59s115 e ficou com a posição de honra da tabela com 0s322 de vantagem para Jorge Lorenzo, o segundo colocado. Cal Crutchlow completa a relação dos três melhores.
 
Assim como aconteceu nos dias anteriores, a temperatura voltou a ser um fator decisivo nesta quarta. Com os termômetros chegando perto de marca 60°C na pista ao longo dessa bateria, as primeiras horas de pista liberada eram destinadas ao ‘time attack’, com as posições da tabela de tempos definidas praticamente nas primeiras duas horas do dia em Sepang.
Marc Márquez durante os testes de pré-temporada em Sepang, na Malásia (Foto: Getty Images)
Nesta quarta, assim como aconteceu nos demais dias, Valentino Rossi se colocou no topo da tabela ainda nos primeiros minutos, acompanhando por Héctor Barberá, que aproveitou o vácuo do italiano para cravar uma boa marca.
 
Pouco depois, Cal Crutchlow, que faz sua temporada de estreia a bordo da RC213V, entrou na briga pelo top-3, escalando as posições da ponta pouco a pouco. O britânico, aliás, foi o primeiro a quebrar a barreira de 2 minutos, se instalando no comando da sessão ao anotar 1min59s541.
 
Um pouco mais tarde, o titular da LCR foi ainda mais rápido, registrando o melhor tempo da semana. 
 
Sem ligar para a alegria de Crutchlow, Márquez apareceu para registrar 1min59s541 e assumir o comando do exercício. Pouco depois, já eram quatro os pilotos rodando abaixo da marca de 2 minutos: Márquez, Crutchlow, Andrea Iannone e Jorge Lorenzo.
 
Instantes mais tarde, o #99 da Yamaha melhorou seu tempo de volta e saltou para segundo. Rossi seguiu o mesmo caminho do companheiro de equipe e subiu para sexto, completando um top-6 todo abaixo dos 2 minutos. 
 
Na sequência, Márquez bateu a marca de 1min59s115 e selou sua liderança, abrindo 0s322 de vantagem para Lorenzo.
Jorge Lorenzo ficou com o segundo tempo nesta quarta (Foto: Getty Images)
Com a temperatura subindo na Malásia, foram poucos os pilotos que conseguiram melhorar suas marcas na parte da tarde — apenas Dani Pedrosa e Yonny Hernández o fizeram. Assim, os competidores passaram a ignorar o ritmo em uma única volta e focaram em long-runs.
 
Sem alterações na tabela, Andrea Iannone aproveitou a GP15, uma moto visivelmente menor que sua antecessora, e garantiu o quarto posto, 0s607 atrás de Márquez.
 
Rossi, por sua vez, fez a melhor de suas 59 voltas em 1min59s833 e ficou com o quinto posto, à frente de Bradley Smith. Pedrosa anotou 1min59s912 e ficou em sétimo, sendo o último a quebrar a barreira de 2 minutos. 
 
Héctor Barberá mostrou mais uma vez que sabe usar o vácuo da concorrência como ninguém e arrematou a oitava colocação, já 1s129 atrás do líder do exercício. 
 
Aleix Espargaró segue trabalhando com sua estreante GSX-RR e ficou com o nono tempo. O catalão anotou 2min00s275 a melhor de suas 50 voltas e foi 1s160 mais lento que Márquez.
 
Andrea Dovizioso, por sua vez, cravou 2min00s468 e aparece para completar a lista dos dez melhores colocados nesse terceiro dia em Sepang.
Pol Espargaró sofreu uma queda sem consequências nesta quarta-feira. O catalão completou 37 giros, o melhor deles em 2min00s490 e aparece em 11º, à frente de Danilo Petrucci e Yonny Hernández.
Cal Crutchlow ficou com o terceiro tempo nesta quarta (Foto: Divulgação/MotoGP)
Debutante na MotoGP, Maverick Viñales deu um total de 43 giros neste terceiro dia em Sepang e aparece em 14º, 1s489 atrás do ponteiro. Stefan Bradl e Scott Redding surgem logo atrás.
 
Melhor representante da Aprilia, Álvaro Bautista aparece em 19º. O espanhol anotou 2min01s310 na melhor de suas 58 voltas e ficou a 2s195.
 
Companheiro do #19, Marco Melandri segue vivendo seu inferno astral. Vindo de uma temporada de algumas vitórias no Mundial de Superbike, o experiente italiano ainda não conseguiu se encontrar nesse retorno à MotoGP e tem tido um desempenho bem abaixo da expectativa.
 
Para piorar um pouco mais o que já é ruim, Melandri parou na curva 1 de Sepang ainda nos primeiros minutos da sessão com um problema técnico. O italiano acionou os fiscais, que usaram um extintor, apesar de não haver chamas visíveis na RS-GP.
Amanhã os pilotos de fábrica seguem em Sepang para o primeiro teste com os pneus que a Michelin está desenvolvendo para voltar ao Mundial na temporada 2016. Os times, então, voltam a se encontrar entre os dias 14 e 16 de março, em Losail, no Catar, para a terceira e última bateria da pré-temporada.
 
MotoGP, Teste coletivo, Sepang, Dia 3:
 
1
93
MARC MÁRQUEZ
ESP
HONDA
1:59.115
 
13
73
2
99
JORGE LORENZO
ESP
YAMAHA
1:59.437
+0.322
19
55
3
35
CAL CRUTCHLOW
ING
LCR HONDA
1:59.658
+0.543
6
58
4
29
ANDREA IANNONE
ITA
 DUCATI
1:59.722
+0.607
10
59
5
46
VALENTINO ROSSI
ITA
YAMAHA
1:59.833
+0.718
19
59
6
38
BRADLEY SMITH
ING
TECH3 YAMAHA
1:59.883
+0.768
9
41
7
26
DANI PEDROSA
ESP
HONDA
1:59.912
+0.797
49
51
8
8
HECTOR BARBERÁ
ESP
AVINTIA DUCATI
2:00.244
+1.129
8
52
9
41
ALEIX ESPARGARÓ
ESP
SUZUKI
2:00.275
+1.160
6
50
10
4
ANDREA DOVIZIOSO
ITA
DUCATI
2:00.468
+1.353
10
43
11
44
POL ESPARGARÓ
ESP
TECH3 YAMAHA
2:00.490
+1.375
13
37
12
9
DANILO PETRUCCI
ITA
PRAMAC DUCATI
2:00.556
+1.441
12
56
13
68
YONNY HERNÁNDEZ
COL
PRAMAC DUCATI
2:00.603
+1.488
45
54
14
25
MAVERICK VIÑALES
ESP
SUZUKI
2:00.604
+1.489
11
43
15
6
STEFAN BRADL
ALE
FORWARD YAMAHA
2:00.685
+1.570
10
45
16
45
SCOTT REDDING
ING
MARC VDS HONDA
2:00.695
+1.580
7
57
17
69
NICKY HAYDEN
EUA
ASPAR HONDA
2:00.813
+1.698
15
49
18
51
MICHELE PIRRO
ITA
PRAMAC DUCATI
2:00.875
+1.760
8
48
19
19
ÁLVARO BAUTISTA
ESP
APRILIA GRESINI
2:01.310
+2.195
7
58
20
63
MIKE DI MEGLIO
FRA
AVINTIA DUCATI
2:01.487
+2.372
8
37
21
17
KAREL ABRAHAM
TCH
AB HONDA
2:01.536
+2.421
20
30
22
43
JACK MILLER
AUS
LCR HONDA
2:01.593
+2.478
9
40
23
50
EUGENE LAVERTY
IRN
ASPAR HONDA
2:01.815
+2.700
16
61
24
76
LORIS BAZ
FRA
FORWARD YAMAHA
2:02.587
+3.472
11
47
25
15
ALEX DE ANGELIS
RSM
IODA ART
2:03.300
+4.185
8
52
26
 
KATSUYUKI NAKASUGA
JAP
YAMAHA TEST TEAM
2:03.448
+4.333
3
39
27
33
MARCO MELANDRI
ITA
APRILIA GRESINI
2:03.569
+4.454
4
48

#GALERIA(5228)

OS CAMINHOS DO AZAR

A série de coincidências e erros que rondam um círculo vicioso aproximam Chris Amon de Fernando Alonso. OK, um não tem vitória na carreira e outro tem dois títulos, mas chega a impressionar como o espanhol trilha o mesmo caminho de azar do neozelandês desde então. Com um detalhe: Amon passou por McLaren e Ferrari. Com outro detalhe: assim que Amon deixou a Ferrari, os italianos acertaram a mão no carro… Leia a análise completa em texto assinado por Victor Martins no GRANDE PRÊMIO

AINDA NÃO DÁ
A divisão de forças da F1 2015 não está nada clara para os campeões mundiais Sebastian Vettel e Jenson Button. Ambos disseram que ainda não têm noção do quão rápido cada time será quando o campeonato começar no dia 15 de março, na Austrália.
 
Para o tetracampeão, agora na Ferrari, será preciso aguardar pelo início das corridas para entender como serão as disputas. Além disso, o alemão acredita que as atualizações de motor provocarão muitas mudanças no decorrer da temporada. Leia a reportagem completa no GRANDE PRÊMIO
AÍ NÃO DÁ
Não é de hoje que Felipe Massa sente que a decisão de assinar com a Williams foi acertada, depois de ter sido dispensado pela Ferrari no fim de 2013. O piloto permaneceu na equipe italiana durante oito temporadas, foi vice-campeão em 2008, mas viveu também um período de altos e baixos e contratempos com o companheiro Fernando Alonso. No fim, a falta de resultados acabou provocou sua saída do time. Sem demora, o brasileiro fechou com a esquadra inglesa, que agora atravessa uma fase de renascimento na F1, depois do ano competitivo em 2014.
 
Indo para o segundo ano na escuderia de Grove, Massa concordou que a parceria com os ingleses representou um novo sopro de vida, falou em respeito e confiança e ainda deu uma leve alfinetada na antiga empregadora. "Definitivamente foi", disse Felipe ao ser perguntado pelo site oficial da F1 se vive de fato uma nova fase na carreira. Leia a reportagem completa no GRANDE PRÊMIO

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