MotoGP

Michelin diz que “exigente” Mugello pede seleção de pneus que “cubra muitas eventualidades”

Chefe do programa de esportes a motor em duas rodas da Michelin, Piero Taramasso destacou que a pista de Mugello exige que os pneus possam lidar com cenários variados. Dirigente classificou a pista italiana como “exigente”, mas garantiu que a montadora francesa está preparada para a missão

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo

A MotoGP desembarca em Mugello neste fim de semana para a sexta etapa da temporada 2019. Fornecedora única dos pneus da classe rainha do Mundial de Motovelocidade, a Michelin manteve sua tradicional alocação de pneus, já que entende que os calçados precisam estar prontos para cobrir “muitas eventualidades”.
 
A pista da Toscana é uma das mais exigentes do calendário atual e, apesar de ter um asfalto considerado de média severidade, tem em seu layout sua cota de desafios. Ao longo dos 5.245 metros, os pilotos encaram freadas e acelerações fortes, mudanças de elevação e podem superar os 350 km/h na reta.
 
Além disso, a variação de temperatura é também um ponto de alerta, já que as manhãs costumam ser bem frias, enquanto o asfalto vê um aumento de temperatura com o passar das horas.
Michelin manteve alocação tradicional para o GP da Itália deste domingo (Foto: Michelin)
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Assim, a Michelin vai levar para a pista da Toscana os pneus macios, médios e duros, com os traseiros construídos com a nova tecnologia de borracha ― que vai permanecer até o fim da temporada. Além disso, os calçados traseiros contam com configuração assimétrica, com a borracha mais dura depositada do lado direito.
 
Em caso de chuva, os pilotos poderão escolher entre os pneus macios e médios, com os traseiros também assimétricos, já que Mugello conta com seis curvas para a esquerda e nove para a direita.
 
“Mugello é, certamente, uma das pistas especiais do calendário. Sua magnífica localização faz com que ela se destaque, mas é uma das mais exigentes”, comentou Piero Taramasso, chefe do programa de esportes a motor em duas rodas da Michelin. “Os pneus realmente têm de trabalhar duro ao longo de todo o fim de semana e nós precisamos de uma seleção que cubra muitas eventualidades”, seguiu.
 
“Pode ser frio pela manhã, antes do sol se colocar acima das colinas e aquecer o asfalto, e aí, quando isso acontece, a pista fica muito quente, então precisamos de uma seleção que cubra isso”, explicou. “Além disso, têm muitos aspectos diferentes, desde freadas fortes até velocidades muito altas, então temos de selecionar pneus para a alocação que atendam essas demandas, por estabilidade, assim como dar consistência e boa aderência, algo que a nova tecnologia de pneus já provou que pode fazer. Estamos ansiosos para ver o que Mugello tem para nós, já que certamente estamos à altura da missão”, concluiu.
 

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