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MotoGP

Mir rejeita rótulo inicial de número 2 e fala em estar mais perto de Rins em 2020

Garantido na Suzuki até 2022, Joan Mir ressaltou a importância de conseguir pressionar Álex Rins neste ano. O #36 negou que comece a temporada rotulado como piloto número 2 do time

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Joan Mir quer aproveitar a temporada 2020 da MotoGP para pressionar Álex Rins. O #36 afirmou que não começa o ano como piloto número 2 da Suzuki e avaliou que a aproximação entre os companheiros de equipe vai fazer a GSX-RR crescer.
 
Natural de Palma de Maiorca, Mir chegou à classe rainha do Mundial de Motovelocidade no ano passado, depois de apenas uma temporada na Moto2. Campeão da Moto3 em 2018, Joan fechou 2019 com 92 pontos e a 12ª colocação na tabela, mas não disputou todas as 19 corridas, já que sofreu lesões importantes durante um teste em Brno.
Joan Mir debutou na MotoGP em 2019 (Foto: Divulgação/MotoGP)
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Na pré-temporada 2020, Mir mostrou uma importante evolução. O espanhol fechou o teste da Malásia com o 11º tempo, 0s382 mais lento que Fabio Quartararo, o líder. No Catar, Joan avançou para a sexta colocação, apenas 0s271 atrás de Maverick Viñales, o ponteiro. Nas duas ocasiões, o #36 ficou atrás de Álex Rins, o companheiro de Suzuki.
 
Antes mesmo do início da temporada, atrasado pela pandemia do novo coronavírus, a Suzuki renovou com Rins por dois anos e, na sequência, também estendeu o contrato de Joan.
 
“Quero pensar que ele não é o número um, ao menos a partir de agora. No ano passado, sim, pela adaptação e pelos resultados. Eu não acredito nisso e a Suzuki tampouco”, disse Mir em uma coletiva eletrônica organizada pela Suzuki. “Nós dois temos a missão de levar a Suzuki onde ela merece estar, como fez Kevin Schwantz”, continuou.
 
Apesar de já ter se mostrado satisfeito com a performance da GSX-RR, Joan negou que a Suzuki seja a moto mais equilibrada do grid e traçou metas para a temporada.
 
“Não creio que seja a moto mais equilibrada. Os que dizem isso não têm nem ideia. Sem provar todas as motos, não se pode julgar. Ela é mais agressiva que a Yamaha, tem um modo muito particular de guiá-la”, indicou. “O primeiro ano é difícil para todos os pilotos da Suzuki, mas no segundo eles já tiveram bons resultados. Fácil não é. Outras são mais naturais, pela facilidade em se adaptar a elas”, comparou. 
 
“Espero estar mais perto de Álex e, em algumas corridas, na frente. Se pressionar Álex para que ele suba o rendimento e ele fizer o mesmo comigo, vamos crescer e estaremos mais próximos de ser uma moto consolidada em todos os circuitos, não só em alguns poucos”, concluiu.
 

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