MotoGP

Morbidelli diz que Yamaha pede estilo mais suave e compara: “É como pilotar na manteiga”

Estreando na Yamaha, Franco Morbidelli avaliou que a YZR-M1 pede por um estilo de pilotagem suave. O italiano de 24 anos celebrou o sexto tempo da terça-feira, mas ressaltou que as marcas importam pouco agora
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Franco Morbidelli (Foto: SIC)
Franco Morbidelli parece ter encaixado como uma luva na YZR-M1. Depois de estrear na MotoGP com a Honda da Marc VDS, o italiano de 24 anos agora assume uma Yamaha na SIC, a nova equipe satélite da marca dos três diapasões.
 
 
Falando aos jornalistas em Valência, Morbidelli classificou a M1 como mais “amigável” e celebrou a boa performance.
Ramón Forcada agora comanda o time de Franco Morbidelli (Foto: SIC)
“Bom, claro que tem aspectos positivos e negativos. Mas o que eu percebi imediatamente é que está moto é muito mais amigável com o piloto. Você entende rapidamente, enquanto a outra é um pouco mais dura”, disse Franco. “Mas, de qualquer forma, são duas motos incríveis. Eu vou pilotar essa e espero fazer bons resultados com ela”, seguiu.
 
“Estou realmente feliz com hoje. Foi um dia para entender mais a moto e deixar tudo correr. O dia correu muito bem. Não fizemos muitas voltas. Conseguimos fazer 40, o que não é ruim. Também tivemos uma boa performance”, ponderou.
 
O #21 avaliou que neste primeiro teste é importante entender a nova moto, ainda sem se importar com os tempos.
 
“Eu me senti bem com a moto desde o principio e estou bem feliz com isso. A partir de agora, vamos continuar trabalhando e vou continuar entendendo a moto, para usar os pontos positivos e compreender os negativos, e usá-la da melhor maneira possível”, explicou. “Claro, me ver nas posições top é bom, mas não importa muito, porque estamos testando. Nos testes, o tempo de volta não importa muito. Claro, conta para mim, mas não muito”, frisou.
 
O agora piloto da SIC explicou que usou o chassi de Johann Zarco, basicamente o quadro da M1 de 2016, e o motor de 2018.
 
“Acho que vou mudar para um estilo de pilotagem muito mais suave. Meu estilo já é bem suave, mas essa moto pede esse estilo de pilotagem”, falou. “Quando você sobe nela, é como pilotar na manteiga. É uma sensação bem legal. Surge natural. Acho que vai acontecer de forma natural. Não vou forçar nada e vou tentar seguir a vibração da moto”, comentou.
 
Franco, no entanto, explicou que a M1 não é menos física que a RCV, mas destacou que o comportamento da Honda é mais reativo do que da intuitiva Yamaha.
 
“Não é muito menos física. É que tudo que acontece na moto acontece de forma mais suave, por causa do tamanho da moto. As dimensões são completamente diferentes”, explicou. “Como eu disse, a minha moto anterior era bem dura, bem reativa. Não nervosa. Você vê na televisão que é um pouco nervosa, mas a palavra certa é reativa, porque tudo que acontece, acontece rápido”, relatou.
 
Apesar de trabalhar com uma nova equipe, que é comandada por Wilco Zeelenberg, e por ter em Ramón Forcada um novo chefe de mecânicos, Morbidelli tem o restante de sua equipe formado por ex-integrantes da Marc VDS, equipe de defendeu desde a Moto2.
 
Questionado sobre a adaptação ao novo time, Franco respondeu: “Foi bom. Eu conheço todos os mecânicos, eles eram da minha equipe anterior ou do meu time na Moto2. Então eu conhecia mais ou menos todo mundo”.
 
“É legal também trabalhar com Ramón. Foi o nosso primeiro dia e era importante construir uma boa relação com ele para trabalharmos bem”, ponderou. “O primeiro da correu bem. Não tivemos muito trabalho para fazer, só entender a moto. Ele quer que eu entenda a moto e ele tem razão. Preciso entender como tudo funciona e aí testar outras coisas depois”, concluiu.