MotoGP avança em negociação para incluir Indonésia no calendário da temporada 2017 com etapa no circuito de Sentul

Diretor-executivo da Dorna, a promotora do Mundial de Motovelocidade, Carmelo Ezpeleta esteve na Indonésia entre as etapas da Austrália e da Malásia para chegar a um acordo com as autoridades locais para incluir o país no calendário de 2017. Circuito de Sentul ainda precisa ser homologado pela FIM (Federação Internacional de Motociclismo)

A cobertura completa do GP da Malásia no GRANDE PRÊMIO
 
Diretor-executivo da Dorna, promotora do Mundial de Motovelocidade, Carmelo Ezpeleta esteve na Indonésia nesta semana para avançar com as negociações para levar o campeonato de volta ao país. O executivo espanhol esteve em Jacarta entre as etapas da Austrália e da Malásia para acertar com as autoridades locais a inclusão do país na programação de 2017.
 
 
O GP da Indonésia aconteceu pela última vez em 1997, quando Valentino Rossi venceu a prova das 125cc e Tadayuki Okada subiu ao topo do pódio nas 500cc.
Carmelo Ezpeleta esteve em Jacarta para negociar retorno da Indonésia ao Mundial (Foto: Divulgação/MotoGP)
Desta vez, Carmelo se reuniu com Imam Nahrawi, o Ministro da Juventude e dos Esportes da Indonésia, e com Tinton Soeprapto, diretor-executivo do Circuito Internacional de Sentul, além de outros representantes do governo, para dar sequência à negociação.
 
Em um comunicado divulgado à imprensa, a organização da MotoGP explica que “a apresentação do plano diretor do projeto no fim de novembro e a assinatura do contrato entre a Dorna Sports e o circuito é a próxima meta antes da colocação do projeto em ação”.
 
“Os próximos passos para a organização do GP da Indonésia, no Circuito Internacional de Sentul, incluem o trabalho de renovação, o processo de homologação da FIM (Federação Internacional de Motociclismo) e, por fim, a inclusão oficial no calendário de 2017”, completa a nota.
 
 A Indonésia é um dos grandes mercados mundiais para a indústria de motocicletas. O país é, por exemplo, um dos maiores mercados da Yamaha, que tem sua maior produção no mundo na fábrica local.
 
Infelizmente, a Indonésia tem sido uma presença constante no noticiário da motovelocidade por conta de milhares de incêndios. Há quase dois meses, queimadas em áreas agrícolas envolvem os países vizinhos — Malásia e Cingapura — em uma densa nuvem de fumaça, causando problemas respiratórios na população.
 
Os incêndios são resultado do uso de uma técnica primitiva — e ilegal — para capinar e fertilizar a terra, empregada, especialmente, em cultivos de óleo de palma e plantações destinadas a produzir pasta de papel.
 
Na Malásia, palco do GP deste fim de semana, voos tiveram de ser cancelados e o governo ordenou o fechamento de escolas por conta das condições do ar.
 
De acordo com organizações ambientais, em um intervalo de 44 dias, as emissões de carbono dos incêndios superaram as médias diárias dos Estados Unidos em 26 dias. O país governado por Barack Obama é o segundo maior emissor de gases do efeito estufa no mundo, atrás apenas da China.
 
No fim dos anos 90, incêndios similares fugiram do controle no sudeste da Ásia, escurecendo o céu durante meses. Além das consequências para a saúde da população, as queimadas provocaram perdas econômicas da ordem de US$ 9,3 bilhões (cerca de R$ 36,1 bilhões).
 
Segundo a Nasa, os incêndios atuais podem ser os mais graves já registrados.

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