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MotoGP

MotoGP barra wild-card em 2020, e Pirro sugere punição da Honda a Lorenzo

Piloto de testes da Ducati, Michele Pirro culpou a Honda pelo veto da MotoGP à wild-cards em 2021. Italiano considera que a montadora da asa dourada está punindo o espanhol pela volta à Yamaha após a aposentadoria

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Michele Pirro não engoliu o veto à participação de wild-cards na temporada 2020 da MotoGP. Na visão do piloto de testes da Ducati, a medida é uma punição da Honda a Jorge Lorenzo pela aliança com a Yamaha.
 
Na semana passada, a Comissão de GP anunciou a suspensão da participação de pilotos convidados nas três categorias do Mundial de Motovelocidade. Em um comunicação emitido pela FIM (Federação Internacional de Motociclismo), a justificativa foi da necessidade de reduzir ao mínimo o número de pessoas no paddock e o controle dos gastos na esteira da pandemia do novo coronavírus.
 
Hoje piloto de testes da Yamaha, Lorenzo estava confirmado para o GP da Catalunha. Seria a primeira corrida do #99 com a YZR-M1 desde o GP da Comunidade Valenciana de 2016, já que o espanhol de Palma de Maiorca passou dois anos com a Ducati antes de encerrar a carreira com a Honda no ano passado.
Michele Pirro é piloto de testes da Ducati (Foto: michelin)
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Pirro, por sua vez, também deveria voltar a correr com a Desmosedici, com fez no ano passado nas provas de Mugello, Misano e Valência. 
 
“Estou muito desapontado”, disse Pirro em entrevista à revista italiana ‘Motosprint’. “Tomar uma decisão desta magnitude com tanta antecedência é, em minha opinião, errado”, avaliou.
 
“Não sei se é uma maneira de fazer alguém pagar por alguma coisa, mas não acho que seja justo”, comentou. 
 
Por conta da pandemia do novo coronavírus, a MotoGP ainda não conseguiu iniciar a temporada 2020. Até o momento, o plano é começar o campeonato em 19 de julho, pelo GP da Espanha, com Jerez recebendo uma segunda corrida, na semana seguinte, o GP de Andaluzia
 
Ainda assim, o campeonato está sujeito a uma série de mudanças: as corridas devem ser feitas sem público, sem imprensa e com o próprio pessoal das equipes reduzido ao mínimo necessário. 
 
“Posso entender que a decisão tenha sido tomada com um mês de antecedência, mas ainda não sabemos quando o campeonato vai começar e quantas corridas serão realizadas”, ressaltou Michele. “Talvez a Honda queira fazer Lorenzo pagar por ir para a Yamaha, mas eu não sou Lorenzo, que ganhou muito dinheiro e pode ficar em casa. Acho que ainda tenho muito a dar à MotoGP”, opinou.
 
Além de Pirro e Lorenzo, Sylvain Guintoli, Bradley Smith e Stefan Bradl também são wild-cards habituais de Suzuki, Aprilia e Honda, respectivamente. 
 
Questionado pelo canal Servus TV sobre o veto da MotoGP, Bradl respondeu: “É uma pena, porque eu gostaria de correr duas ou três vezes este ano, mas posso entender, porque este ano é muito especial de qualquer forma. Nós todos estamos restritos pelo vírus. Posso entender essa decisão”.
 
“Agora está extremamente quieto. Isso também cria incerteza em relação a como as coisas vão continuar. Mas, no fim, esperamos que as corridas comecem logo e que eu tenha um pouco de trabalho a fazer como piloto de testes”, concluiu.
 

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