MotoGP congela regulamento, anuncia aumento da ajuda financeira às equipes para 2016 e limita grid

A MotoGP anunciou em Assen uma série de mudanças para os próximos anos, que visam especialmente a redução dos custos. A categoria decidiu congelar o regulamento por cinco anos, limitar o grid a 24 motos e aumentar a ajuda financeira às equipes

A organização da MotoGP anunciou nesta sexta-feira (26), em Assen, um pacote de medidas que inclui o congelamento das regras por cinco anos, a partir de 2017, um aumento no repasse financeiro às equipes já na próxima temporada e ainda impôs ao grid um limite de 24 motos. A iniciativa visa reduzir os custos. O acordo foi selado entre a Dorna, a empresa promotora do evento, a IRTA (Associação das Equipes) e a FIM (Federação Internacional de Motociclismo).

As seis fabricantes que estão comprometidas com o campeonato a partir de 2017 — as atuais Honda, Yamaha, Ducati, Suzuki e Aprilia, além da KTM, que volta ao campeonato — terão de produzir um mínimo de duas motos e um máximo de quatro para os times privados, sem contar os dois protótipos de fábrica.

MotoGP vai congelar o regulamento por cinco anos (Foto: Yamaha)

As motos destinadas às equipes clientes terão um preço limite de € 2,2 milhões por ano (algo em torno de R$ 7,6 mi), sem incluir danos por acidente, sendo que a Dorna vai aumentar a ajuda financeira para os times como forma de garantir o pagamento do equipamento.

"A contribuição da Dorna para as fabricantes, e especialmente para as equipes privadas, será de mais de 30% entre 2016 e 2017. Com esta contribuição, os times, principalmente as privadas, terão recursos suficientes para pagar o leasing dos fabricantes ao preço mencionado anteriormente", afirmou Carmelo Ezpeleta, o chefe da Dorna.

Atualmente, a MotoGP tem 25 motos no grid, mas as novas regras vão limitar a 24 a partir de 2017, com um mínimo de 22. Qualquer novo time que queira entrar no Mundial, incluindo fabricantes adicionais, terá de comprar uma equipe já existente no grid. A Dorna também terá a opção de tomar o controle acionário dos dois piores times do campeonato a cada ano.

"Este é um direito e não uma obrigação", disse Ezpeleta. "Espero que não precise usar esse recurso. Se alguma outra fabricante chegar, ela será obrigada a fazer um acordo com uma alguma equipe que já esteja no campeonato. Nós não vamos mais admitir livremente novos fabricantes como fizemos no passado", completou.

As novas regras vão passar a valer entre 2017 e 2021, e o acordo foi unânime.

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