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MotoGP

MotoGP diz que “não é possível” correr na Ásia com arquibancadas vazias

Diretor-executivo da Dorna, Carmelo Ezpeleta avaliou que é muito difícil realizar as corridas asiáticas sem a presença do público. O campeonato passa por Tailândia, Japão e Malásia

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
A temporada 2020 da MotoGP pode ficar sem as corridas de Tailândia, Japão e Malásia. Diretor-executivo da Dorna, a promotora do Mundial, Carmelo Ezpeleta avaliou que é muito difícil realizar as etapas asiáticas sem a presença da torcida.
 
Até aqui, 11 etapas foram afetadas pela pandemia do novo coronavírus: Catar, Alemanha, Holanda e Finlândia foram canceladas, enquanto as provas de Tailândia, Austin, Argentina, Espanha, França, Itália e Catalunha adiadas. 
 
Em meio à pandemia, a Dorna trabalha em alternativas para realizar a temporada. Até aqui, o plano é começar com o GP da Espanha em 19 de julho, em Jerez de la Frontera, e, na semana seguinte, o GP de Andaluzia, no mesmo traçado espanhol. O plano, porém, ainda depende da aprovação do governo da Espanha.
Carmelo Ezpeleta acredita que poderá definir em setembro se dá para correr fora da Europa (Foto: Divulgação/MotoGP)
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Entretanto, a retomada vai acontecer com arquibancadas vazias e um número reduzido de pessoas no paddock. Além disso, as diretrizes governamentais em cada um dos países também terá uma influência no desenrolar do campeonato. 
 
“Nós adoraríamos ir à Ásia”, disse Ezpeleta em entrevista à ESPN. “Mas ir para a Ásia sem espectadores é muito difícil, pois ir para a Ásia nessa condição não é possível”, continuou.
 
“Correr na Europa sem espectadores é possível e estamos conversando com vários promotores”, explicou. 

Na temporada 2019, o GP da Tailândia teve a maior audiência no circuito, com um público de 226.655. Na Malásia, o número foi de 170.778, enquanto que no Japão a marca chegou a 88.597. A corrida europeia com o maior número de pessoas foi o GP da França, com 206.323 pessoas, uma marca puxada pelo fenômeno Fabio Quartararo. 
 
Ainda, Carmelo lembrou das medidas de corte de custos, como o congelamento de motores e aerodinâmica para a temporada 2021.
 
“Desde o início, nós tentamos olhar para o melhor cenário possível para continuar a trabalhar neste ano. Antes de mais nada, tomamos algumas medidas com as fábricas, a IRTA e a FIM para tentar reduzir os custos desta situação”, apontou.
 
Por enquanto, a Dorna não consegue apresentar um cronograma para a temporada, mas acredita que até setembro poderá dizer se será possível ou não correr fora da Europa. 
 
“Nossa ideia é fazer entre 12 e 13 GPs na Europa durante o período entre julho e o início de novembro e aí ir para Ásia e América durante novembro e meados de dezembro, se possível”, contou Ezpeleta. “Talvez possamos anunciar em meados de setembro de os GPs não-europeus vão acontecer ou não”, encerrou.
 

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