MotoGP entrega equilíbrio entre fábricas em Mugello, mas vê Bagnaia destoar do resto

Francesco Bagnaia liderou o primeiro dia de treinos da MotoGP para o GP da Itália. Apesar de quatro montadoras diferentes nas primeiras posições, o bicampeão mostrou que possui algo extra para bater a concorrência correndo em casa

A MotoGP começou o fim de semana de GP da Itália com um fato raro: quatro montadoras ocupando as quatro primeiras posições do treino e, assim, garantindo ao menos uma moto de cada no Q2 da classificação em Mugello. Ducati, Aprilia, KTM e até a Yamaha estiveram presentes no top-10 desta sexta-feira (31), só a Honda ficou mais uma vez de fora da festa.

Apesar do equilíbrio entre as marcas em um circuito de longa reta e curvas velozes, sobrou para o atual bicampeão Francesco Bagnaia destoar do restante do grid em Mugello. Correndo em casa, o piloto da Ducati achou uma grande volta em 1min44s938 nos minutos finais da sessão. Ainda que não seja o recorde da pista, ficou bem próximo.

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Mais do que isso, Bagnaia mostrou que as outras fábricas podem até crescer, mas a Ducati sempre terá uma sobra para usar quando achar necessário e liderar as respectivas atividades. Um cenário que tem sido bem comum nas últimas temporadas da MotoGP.

“Foi um dia positivo. Como sempre, é fantástico andar aqui em Mugello. Conseguimos evoluir logo na sessão matinal, mostrando bom ritmo com o pneu médio usado. Durante a tarde, com o macio usado, também conseguimos andar bem, então estou feliz e satisfeito”, destacou Pecco.

Francesco Bagnaia liderou o pelotão correndo em casa (Foto: Ducati)

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“A volta rápida no fim foi muito boa, mas não foi perfeita. Amanhã será importante dar um passo adiante, mas estamos no caminho certo”, completou o mais veloz do dia.

A grande surpresa do dia ficou com Álex Rins. O espanhol da Yamaha achou uma excelente volta no fim da sessão e ficou com a segunda posição, a 0s273 do líder. Recentemente, esteve presente em Mugello para testes com a montadora japonesa e experimentou diversas novidades aerodinâmicas que acabaram colocadas na moto M1.

Após o treino, o #42 ficou satisfeito com a marca obtida e, principalmente, por avançar diretamente ao Q2 depois de tantas dificuldades com a Yamaha nas primeiras etapas de 2024. Além disso, viu o companheiro Fabio Quartararo, que está no time desde 2021, ficar apenas em 11º.

“O teste ajuda um pouco, mas só nas primeiras 15 voltas da manhã. Em Barcelona, fui bem, mas aqui, com pneus usados, me sinto muito bem. Fiz uma volta incrível, mas não foi perfeita. Ainda podemos melhorar um pouco”, comentou Rins.

“Acho que o novo pacote aerodinâmico é muito acertado para esse tipo de curvas. O objetivo é seguir melhorando a moto, ainda é muito pesado para as mudanças de direção. Já reclamei da falta de agilidade no teste, então agora não é um problema. Estamos dando o máximo na pista e a equipe sabe que a moto precisa melhorar”, completou.

Álex Rins foi a grata surpresa do dia em Mugello (Foto: Yamaha)

O terceiro lugar em Mugello contou com a KTM de Pedro Acosta, seguido por uma Aprilia de Miguel Oliveira. O novato espanhol teve um dia complicado, com duas quedas — uma em cada sessão —, mas conseguiu se recuperar para entrar diretamente no Q2.

“As quedas fazem parte do processo de aprendizagem. Preciso evitar essas bobagens. Foram dois erros meus, mas por sorte não aconteceu nada. Foi a primeira vez que caí saindo dos boxes”, afirmou Acosta.

“É preciso evitar essas coisas porque preciso de tempo sobre a moto”, acrescentou o estreante.

Por mais que o equilíbrio entre as montadoras tenha pairado em Mugello neste primeiro dia de treino, ainda há mais um fato que pode mudar tudo: a chuva. Nesta sexta-feira, nuvens carregadas ameaçaram a região do circuito desde a primeira atividade, mas a chuva mesmo só apareceu na classificação da MotoE, que fechou a sequência de treinos.

Para sábado, a chuva não deve aparecer no circuito italiano, mas domingo é provável que dê as caras em algum momento. Ou que fique apenas ameaçando, como foi na França há algumas semanas. No fim, pode ser uma graça a mais para as fábricas rivais que sonham em alcançar a Ducati, mas que precisam de algo imprevisível em ação.

MotoGP volta a acelerar neste sábado (1), a partir de 5h10 (de Brasília), para a definição do grid de largada do GP da Itália, em Mugello. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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