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MotoGP

MotoGP vê vacina para Covid-19 como chave, mas admite 2020 com GPs “que conseguirmos”

Diretor-executivo da Dorna, Carmelo Ezpeleta afirmou que vai ser muito difícil realizar um campeonato sem uma vacina contra o novo coronavírus. O dirigente admitiu a possibilidade de cancelar toda a temporada 2020, mas deixou claro que vai realizar o máximo de corridas possível se a chance se apresentar

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Diretor-executivo da Dorna, Carmelo Ezpeleta não se mostrou muito confiante na realização da temporada 2020 da MotoGP. Na visão do espanhol, a retomada dos grandes eventos depende muito da criação de uma vacina contra o novo coronavírus.
 
De acordo com o relatório divulgado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) na segunda-feira, já são 1.210.956 pessoas infectadas pelo novo coronavírus no mundo, com 67.594 mortes. O maior número de casos foi registrado nos Estados Unidos, com 307.318 infectados e 8.358 fatalidades. A Espanha vem em segundo na lista de contaminados, com 130.759 positivos para Covid-19, mas a Itália segue na liderança no volume de mortes, com 15.889 vítimas.
 
No Brasil, onde os resultados de muitos testes ainda não foram apresentados, já são 10.278 casos de Covid-19, com 432 vítimas fatais.
Carmelo Ezpeleta (Foto: Divulgação/MotoGP)
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A temporada 2020 da MotoGP segue sem data para começar. Até aqui, o GP do Catar foi cancelado apenas para a classe rainha, enquanto que as provas de Tailândia, Austin, Argentina, Espanha, França, Itália e Catalunha foram adiadas.
 
“Então não será possível que um grande número de pessoas assista a uma partida de futebol ou compareça a um evento da MotoGP”, considerou. “Não estou muito confiante de que poderemos fazer a temporada 2020. Ainda que a gente continue a trabalhar duro nisso. Estamos considerando todas as possíveis soluções”, assegurou.
 
Apesar da pouca animação ante o cenário de pandemia, Ezpeleta garantiu que a temporada seguirá adiante ainda que apenas um pequeno número de corridas possa ser realizado.
 
“Em um caso de força maior, nós podemos reduzir o número de corridas”, explicou, se referindo às 13 corridas previstas no contrato com a FIM (Federação Internacional de Motociclismo). “Se tivermos menos corridas, não me preocupo. Ainda podemos apontar campeões mundiais”, considerou.
 
“Falando francamente, se tivermos a chance de recomeçar o campeonato mundial, faremos isso. Não importa com quantas corridas”, declarou. “Temos mais de cinco meses até setembro. Se pudermos começar em setembro, ainda poderemos fazer mais do que quatro ou cinco GPs”, ponderou.
 
“Aí vamos virar o calendário de ponta cabeça: talvez fazer algumas corridas na Europa e aí viajar para a Ásia se os vetos de viagem tiverem sido relaxados. Vai depender de como a situação no mundo vai evoluir”, apontou. “Assim que tivermos luz verde, podemos reagir. Vamos organizar todas as corridas que conseguirmos nesta temporada. No entanto, é importante que a segurança e a saúde de todos os envolvidos seja garantida. Se alguém for infectado em um dos nossos eventos, seremos culpados para sempre”, lembrou.
 
Mesmo disposto a encontrar soluções, Ezpeleta também se mostrou aberto à possibilidade de o campeonato sequer acontecer. E, até mesmo, a realizar corridas com os portões fechados.
 
“Nós também podemos sobreviver se tivermos de cancelar a temporada 2020”, declarou. “Se tivermos de aceitar este ‘pior’ cenário, vamos nos preparar para a temporada 2021 de uma maneira oportuna e consciente”, ressaltou.
 
“No momento, também é uma prioridade ajudar os times a sobreviverem financeiramente em 2020. Vamos dar dinheiro às equipes mensalmente, ainda que não tenha uma única corrida”, concluiu.
 
COMO SE PREVENIR DO CORONAVÍRUS:
 
☞ Lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel.
☞ Cubra o nariz e boca ao espirrar ou tossir.
☞ Evite aglomerações se estiver doente.
☞ Mantenha os ambientes bem ventilados.
☞ Não compartilhe objetos pessoais.



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