Na Garagem: Com apenas 15 anos, Alex Barros estreia no Mundial de Motovelocidade

Há 35 anos, um jovem Alexandre Barros estreava no Mundial de Motovelocidade, na extinta classe 80cc. Apesar da empolgação, o brasileiro não terminou aquele GP da Espanha, mas conseguiu uma sólida e vitoriosa carreira nos anos seguintes

Perrin queimou a largada de maneira absurda na Rookies Cup em Jerez (Vídeo: Reprodução/Rookies Cup)

Alexandre Abraão Coelho de Barros, também conhecido como Alex Barros, foi o grande nome brasileiro no Mundial de Motovelocidade. Mas sua jornada começou há exatos 35 anos, no GP da Espanha — disputada em Jarama —, na extinta categoria 80cc.

A paixão de Barros pelo motociclismo começou cedo, com apenas oito anos. Com 11 anos, foi o campeão brasileiro de minibikes (50cc) e pouco tempo depois ganhou na 250cc. Aos 15 anos, subiu de patamar e foi para a Europa, se aventurar no Mundial.

Correndo com uma moto Rieju, o brasileiro precisou mentir a idade para disputar o campeonato fora do país. Em entrevista, o piloto contou que o pai precisou assinar um papel dizendo que o filho tinha 16 anos, mesmo com apenas 1,65m de altura. A estreia, no entanto, foi complicada, e Barros abandonou. O mesmo viria a acontecer em Monza, a etapa seguinte.

Alex Barros correu no Mundial de Motovelocidade até 2007 e conquistou 7 vitórias (Foto; Reprodução)

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A sorte virou apenas na Alemanha, quando chegou em 11º, mas ainda fora da zona de pontuação. Pontos mesmo só na parte final da temporada, já com uma moto Autisa, quando terminou duas vezes na 8ª posição: na Inglaterra e em San Marino. Com isso, fechou o primeiro campeonato com 6 pontos conquistados, na 16ª colocação.

A ascenção de Alex Barros, no entanto, foi meteórica. Mesmo sem títulos ou vitórias, correu mais um ano na 80cc e subiu para a 250cc em 1988. Em 1990, com apenas quatro anos de experiência no campeonato, alcançou a 500cc, classe rainha do Mundial de Motovelocidade. Lá, no entanto, os resultados apareceram.

Barros deixou o Mundial em 2007, após passagens por fabricantes como Cagiva, Suzuki, Honda e Yamaha. No total, foram 276 aparições no Mundial, sendo 245 entre 500cc e MotoGP. Foram 7 vitórias, 5 poles, 32 pódios e 14 voltas mais rápidas.

Além disso, colocou o nome na história. É, até hoje, o único brasileiro a vencer na classe rainha do Mundial de Motovelocidade e segue como inspiração para jovens pilotos. Um exemplo disso é o trabalho que realiza na formação de jovens pilotos. Tudo isso, porém, não seria possível sem a estreia, 35 anos atrás, no GP da Espanha.


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