Pandemia encerra tradição, e Assen desfalca MotoGP pela primeira vez desde 1949

Com o cancelamento resultante da pandemia do novo coronavírus, o circuito de Assen vai deixar de receber o Mundial de Motovelocidade pela primeira vez em mais de 70 anos. Diretor-executivo da Dorna, Carmelo Ezpeleta alegou que era inviável realizar o GP da Holanda sem público

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A pandemia do novo coronavírus vai derrubar uma longa tradição do Mundial de Motovelocidade. Pela primeira vez desde a criação do certame da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), em 1949, Assen não vai sediar uma etapa em 2020.

 
O calendário da MotoGP foi seriamente impactado pela pandemia do novo coronavírus. Inicialmente, apenas o GP do Catar tinha sido cancelado, mas, em 29 de abril, a Dorna renunciou aos GPs de Alemanha, Holanda e Finlândia. Além dessas corridas, as etapas de Tailândia, Austin, Argentina, Espanha, França, Itália e Catalunha também foram adiadas.
Assen integra o calendário do Mundial desde 1949 (Foto: Michelin)
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“Anunciamos o cancelamento de três corridas: Alemanha, Assen e Finlândia. A razão é que estamos contemplando a possibilidade de começar em julho, mas o problema e que com a situação e as autoridades será difícil fazer com espectadores, então é difícil fazer essas corridas sem espectadores. É por essa razão que decidimos em conjunto com o promotor local passar para o próximo ano essas três, ao invés de colocar uma nova data”, justificou Carmelo Ezpeleta, diretor-executivo da Dorna. “Essa é a situação. O problema do coronavírus é algo que nunca vimos, então, infelizmente, não é uma possibilidade. As autoridades da Holanda proibiram eventos até o fim de agosto, então é completamente impossível. Depois disso, seria difícil organizar um GP em Assen e ainda mais difícil sem espectadores”, completou.
 
Conhecido como a ‘Catedral do Motociclismo’, Assen é a única praça que recebeu GPs todos os anos desde a criação do campeonato mundial, em 1949. Assim, foram 71 corridas ininterruptas até o ano passado. Tradicionalmente, a etapa era sempre realizada no último sábado de junho por questões religiosas, mas, desde 2016, o GP passou para os domingos.
 
O traçado holandês original foi usado até 1954 e media 16.54 km. Em 1955, o circuito foi reduzido para 7.7 km, com uma nova obra, em 1984, alterando o traçado para 6.1 km. O layout atual é usado desde 2016, quando pequenos ajustes foram feitos na pista.
 
No total, 271 GPs de moto foram realizados por lá neste período: 18 de MotoGP, 53 de 500cc, 33 de 350cc, dez de Moto2, 58 de 250cc, oito de Moto3, 63 de 125cc, seis de 80cc e 22 de 50cc.
 
Na era da MotoGP, que começou em 2012, a Yamaha é a montadora mais bem sucedida no GP da Holanda, com dez vitórias com quatro pilotos diferentes: Valentino Rossi, Jorge Lorenzo, Ben Spies e Maverick Viñales. A Honda aparece logo atrás, com sete triunfos distribuídos entre seis pilotos: o próprio #46, além de Sete Gibernau, Nicky Hayden, Casey Stoner, Marc Márquez e Jack Miller. A Ducati venceu uma vez em Assen, em 2008, com o agora aposentado #27. A última vitória da Suzuki veio em 1993, com Kevin Schwantz.
 
Entre os pilotos, Ángel Nieto é o mais em sucedido, com 15 vitórias entre 125cc e 50cc, seguido por Giacomo Agostini, que venceu 14 vezes entre 500cc e 350cc. Dos pilotos atuais, Rossi é quem lidera a lista, com dez vitórias ― oito na MotoGP (sete com a Yamaha e uma com a Honda), uma nas 250cc e uma nas 125cc.
 
Em 1975, a corrida das 500cc registrou um momento histórico do Mundial de Motovelocidade: a única vez em que dois pilotos da classe rainha foram creditados com o mesmo tempo de prova: 48min01s000. Barry Sheene e Giacomo Agostini cruzaram a linha de chegada tão próximos que a cronometragem manual da época não conseguiu separá-los. Os comissários da linha de chegada, então, decidiram que britânico de Londres ficaria com a vitória ― a primeira dele ―, com o italiano tendo de se contentar com o segundo posto.


 
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