Pedrosa faz análise positiva da RC213V e defende CRT: “Vamos dar tempo a eles”

Daniel Pedrosa fez uma análise positiva sobre o desempenho da RC213V, mas admitiu que espera solucionar problema das vibrações até o fim do ano. Vice-líder do Mundial, espanhol defendeu presença das CRT no grid

Com o contrato renovado e na vice-liderança do Mundial 2012, Daniel Pedrosa se mostrou muito satisfeito com o desempenho da RC213V. Mesmo animado com o protótipo laranja, o espanhol admitiu que não acredita que a Honda conseguirá resolver o problema das vibrações na moto até o fim da temporada.

“A moto está indo muito bem. É difícil encontrar um acerto excelente em todos os circuitos. Obviamente, poderia ser um pouco melhor, mas eu acho que estamos fazendo um bom trabalho”, considerou. “A vibração é um dos problemas que temos. Estamos tentando arrumar, mas é difícil. Não temos muita expectativa de melhorar isso até o fim da temporada”, revelou.
 

Pedrosa disse entender motivo da existência das CRT (Foto: Bridgestone)

Desde a etapa de Silverstone, a Bridgestone introduziu um novo tipo de pneus dianteiros, que aquecem mais rapidamente, mas a goma mais macia provocou a ira de Pedrosa e Casey Stoner. Passado o desconforto inicial, Dani afirmou que ainda é difícil lidar com a nova borracha, mas admitiu que já está se acostumando.

“Ainda é difícil andar com esses novos pneus. Obviamente, conforme as corridas vão passando, nós nos acostumamos a eles, mas as limitações ainda existem”, reclamou.

A temporada de 2012 também marca a estreia das motos 1000cc, que entram para substituir os protótipos 800cc utilizados até o ano passado. “Há uma diferença. Especialmente na corrida, porque os pneus duram menos e isso faz a moto se mover mais, ficando mais difícil de controlar e fica mais difícil de se movimentar na entrada e na saída das curvas”, explicou o espanhol. “Por esta razão, acho que este ano tem uma pequena diferença entre o top-3 e o resto”, ponderou.

Pedrosa destacou, no entanto, que as novas máquinas não demandam uma forma de guiar diferente das antigas 990cc, que deram lugar as 800cc. “A maneira de guiar não é muito diferente. A potência é bastante parecida. É claro que a moto é diferente, mas em termos de pilotagem a maior mudança é nos pneus”, falou. “O que usávamos na época eram muito diferente dos de agora e isso muda as coisas”, lembrou, se referindo ao período em que a Bridgestone tinha a companhia da Michelin no grid da categoria.

Por fim, Dani também saiu em defesa das CRT. O piloto, que já havia criticado a existência da categoria, avaliou que as motos ainda estão evoluindo e disse entender a necessidade da medida.

“São motos que ainda estão evoluindo e que, até agora, não tem muita potência. Sabemos que a meta este ano não era acompanhar as MotoGP”, frisou. “É uma inovação que é útil para trazer mais pilotos para o grid e oferecer um bom show. Vamos dar tempo a eles”, completou.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube