MotoGP

Petrucci fala em “grande salário para um cara de 28 anos” em renovação com Ducati

Danilo Petrucci estava bastante satisfeito na coletiva de imprensa na Alemanha. O italiano ressaltou a satisfação de ter renovado por mais uma temporada com a Ducati, além do salário, e ainda aproveitou para esclarecer as declarações dadas após o GP da Holanda

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Danilo Petrucci fez questão de ressaltar sua felicidade em Sachsenring. Durante as entrevistas da quinta-feira (4), o italiano ressaltou a satisfação em renovar o contrato com a Ducati, e aproveitou para esclarecer que está tudo certo com Andrea Dovizioso.
 
O GP da Holanda não foi dos mais fáceis para o #9. Encontrando o companheiro na pista, evitou o embate e, ao se mostrar vulnerável, perdeu uma colocação e terminou em sétimo. Após a corrida em Assen, deu fortes declarações e mostrou o descontentamento de ainda não ter fechado o acordo.
 
Então, a assinatura da renovação veio nesta semana. Disputando o posto com Jack Miller, levou a melhor e, nos mesmos moldes do contrato que fechou em 2018, vai seguir seu vínculo por mais um ano no time de Borgo Panigale.
 
“Certamente hoje estou mais feliz. Talvez não me brilhe os olhos de felicidade porque devo manter a concentração no Mundial. Não devemos aflorar agora, a diferença é grande, mas é apenas metade da temporada. Mas com certeza que estou mais feliz e posso me concentrar melhor nas corridas. Mas não relaxo”, falou.
Andrea Dovizioso e Danilo Petrucci (Foto: Ducati)
Petrucci ainda aproveitou para esclarecer a situação que protagonizou após o GP da Holanda. “Depois da corrida em Assen estava chateado em como havia sido a prova, e parecia que estava com alguém. Parecia que Andrea e eu tivemos ordens de equipe e tinha que respeitá-las, mas não é certo”, disse.
 
“Não usamos ordens de equipe, apenas temos que ir o mais forte possível sem nos atrapalhar. Os temos são correr juntos também no próximo ano, não há motivos por ele que eu tenha que estar atrás ou na frente. Não há vetos sobre o companheiro de equipe ou a posição”, continuou.
 
Danilo ainda deu alguns poucos detalhes sobre o novo acordo fechado com a Ducati. “Sobre os termos econômicos, há um raciocínio de que, para um garoto de 28 anos, é um grande salário que terei”, apontou.
 
“Certo que não é tanto quanto cobra um piloto de MotoGP, mas para um cara da minha idade é muito. Não participei da negociação, foi meu empresário. A mim interessa ter uma moto competitiva e isso conseguir. Claramente, antes ou depois, queria um contrato de dois anos”, seguiu.
 
Encerrando a declaração, o italiano disse que “tinha o objetivo de renovar o contrato, ganhar uma corrida e ficar bem com a equipe. Cada vez que vejo Andrea [na pista], penso que poderiam faltar esses poucos pontos decisivos em Valência [última corrida do ano] e nunca queria ser eu quem os tira.”
 
“Gostaria de ajuda-lo a ganhar o Mundial, e cada vez que isso acontece, me sinto mal. Nunca tenho ordens de equipe. É uma situação que me pesa, porque não quero atrapalhar em nada. Por isso disse que tinha um dilema. Tenho permissão para fazer tudo, por isso disse aquilo”, encerrou.
 

 
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