Petrucci mostra decepção com performance de 2020: “Moto não faz o que eu quero”

Já acertado com a Tech3 KTM para a temporada 2021, o italiano de Terni ainda não conseguiu se encontrar com a Desmosedici deste ano. Até aqui, o melhor resultado do piloto de 29 anos foi o sétimo lugar no GP da Áustria

Danilo Petrucci ainda não conseguiu se entender com a Ducati em 2020. Em sua última temporada com a fábrica de Borgo Panigale, o italiano esteve apenas duas vezes no top-10 e ocupa a 15ª colocação na classificação do Mundial, 51 pontos atrás de Andrea Dovizioso, o líder do campeonato.

Falando à imprensa em Misano, Petrucci classificou o GP de San Marino e da Riviera de Rimini da semana passada como “minha pior corrida com a Ducati”. O piloto de 29 anos largou em 15º, mas recebeu a bandeirada apenas em 16º, seu pior resultado desde que foi 21º no GP da Austrália de 2017.

“Sempre falta alguma coisa quando estou na moto, seja na freada ou também na aceleração. Esperava algo mais do último teste, mas não encontrei nada para resolver o problema na freada da moto”, contou Petrucci. “Estamos realmente desapontados por estarmos nessa situação”, admitiu.

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Danilo Petrucci não escondeu a tristeza com os resultados obtidos até aqui (Foto: Ducati)

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Petrucci comentou que a Desmosedici #9 é mais parecida com a moto de Francesco Bagnaia, o que serve como incentivo, mas também como fonte de medo, especialmente após o segundo lugar do piloto da Pramac na corrida de San Marino.

“Entre Andrea e eu, existe uma grande diferença no nível físico, tanto em termos de altura quando de peso, ainda que nossos estilos sejam similares de alguma forma. O curioso é que a moto mais próxima da minha é a do Bagnaia”, comentou. “Isso me conforta de certa maneira, já que encontramos o caminho a seguir, mas por outro lado, me assusta, pois Pecco terminou 18s na minha frente no último domingo. No último teste, sei o que Dovi fez com a Ducati, mas não encontrei muita coisa. Ainda tenho três décimos por volta para encontrar e tenho dificuldade especialmente com os pneus”, explicou.

Com só 25 pontos em 2020, Danilo não escondeu a decepção e ressaltou que é muito difícil encontrar um caminho para reverter a situação.

“Estou muito desapontado com esses resultados. Entre outras coisas, estou muito triste nos últimos meses, pois a moto não faz o que eu quero. Estou dando meu melhor, mas no momento, é difícil entender qual a razão dessas dificuldades. São muitas coisas, mas é como entender se foi o ovo ou a galinha que veio primeiro”, comparou. “Pessoalmente, gostaria de encontrar prazer em pilotar a moto outra vez, que é algo que não tenho agora. Sinto-me incomodado. Ainda tenho de me adaptar, mesmo que não seja fácil durante as corridas. Há um ano, se as coisas dessem errado, eu terminava em oitavo. Agora eu me vejo em 16º”, recordou.

Apesar da decepção, Danilo não entregou os pontos, já que considera que o modo atípico como a temporada está se desenrolando permite um desfecho melhor de campeonato.

“Por dentro, estou mais irritado e motivado do que no ano passado, também por querer mudar essa situação. Um novo desafio nos aguarda no domingo”, falou. “Vou tentar, como sempre fiz, encontrar a confiança e a competitividade que me falta. O Mundial está muito equilibrado e tudo pode acontecer”, encerrou.

O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP de Emília-Romanha e da Riviera de Rimini, oitava etapa do Mundial de Motovelocidade 2020.

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