Petrucci vê GP de San Marino condicionado por peso: “Não posso perder 15 kg”

Danilo Petrucci avaliou que sua atuação em Misano foi condicionada por seu peso. O italiano, que é um dos mais altos do grid e perdeu bastante peso nos últimos dois anos, considerou que não pode perder 15 kg para guiar como Andrea Dovizioso

Danilo Petrucci não esconde a decepção com a atuação em Misano. Décimo colocado no GP de San Marino e da Riviera de Rimini, o italiano considerou que sua atuação foi condicionada por seu peso.
 
Depois de uma boa primeira metade de temporada, Petrucci viu seus resultados despencarem na MotoGP, coincidentemente após a renovação do contrato com a Ducati para 2020.
 
A prova do fim de semana, porém, foi especialmente difícil, já que Danilo ficou fora do Q2 da classificação pela primeira vez nas 13 etapas da temporada 2019.
Danilo Petrucci não teve o melhor dos fins de semana em Misano (Foto: Ducati)
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“Foi um domingo muito difícil”, disse Petrucci. “Eu gostaria de ter feito muito mais. Durante a corrida, as minhas sensações foram confirmadas. Até ontem à noite, eu estudei tudo que podia fazer na moto para melhorar a situação. A equipe me ajudou muito, mas não conseguimos nada. Acho que o meu estilo de pilotagem em Misano está penalizado pelo peso e, infelizmente, tenho pouco a fazer”, continuou.
 
Um dos pilotos mais altos do grid, Petrucci perdeu muito peso nos últimos dois anos, mas seus 78 kg seguem muito superiores aos 67 kg de Andrea Dovizioso.
 
“Dei o melhor de mim até chegar em décimo. Acho que sou um dos pilotos mais rápidos. E não sou eu que estou dizendo, mas os dados. Quando tem mais aderência, estou entre os três primeiros. O problema é quando a moto está totalmente inclinada. [Michele] Pirro acelerava no mesmo momento que eu. E ele escapava mesmo quando não estava acelerando fundo. Trabalhei para perder peso, mas não posso perder 15 kg para ir como Andrea”, frisou.
 
Apesar de ter somado apenas 30 pontos nas últimas quatro corridas, Petrucci aproveitou o abandono de Alex Rins em Misano para recuperar o terceiro lugar no Mundial.
 
“A única nota positiva é que sou terceiro no campeonato, mas isso vale para a tabela, porque as Yamaha são rápidas e demonstraram ser mais do que nós”, comentou. “Em Aragão, a situação será diferente, mas teremos de encontrar uma solução para o próximo ano”, concluiu.
 

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