MotoGP

Pilotos relatam dificuldade para ultrapassagem em trechos de asfalto que “parece gelo” na Argentina

O asfalto do circuito da Argentina não está nas melhores condições. Após os primeiros treinos em Termas de Río Hondo, os pilotos comentaram como há trechos complicados da pista, relatando que em determinados pontos parece gelo e a ultrapassagem fica prejudicada

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
As condições do asfalto de Termas de Río Hondo não estão nas melhores condições, e os pilotos resolveram falar sobre isso. Alguns indicaram a dificuldade de ultrapassar em determinados pontos da pista, afirmando que o traçado parece gelo.
 
O circuito argentino é famoso por sua baixa aderência pela pouca utilização ao longo do ano. Com isso, os pilotos precisam limpar a superfície durante o final de semana de etapa.
 
Os pilotos tiveram dificuldades em rodar fora da linha de corrida, com Jack Miller protagonizando uma queda no segundo treino livre na penúltima curva quando tentou ultrapassar Valentino Rossi. O australiano afirmou que a pista estava “como gelo”.
 
“Estava claramente mais veloz que Vale, três ou quatro pontos chave de ultrapassagem antes eu realmente pensei que não poderia fazer isso e pensei ali [penúltima curva] de todos os lugares que eu seria capaz, pois é uma curva segura de passar”, seguiu.
Maverick Viñales (Foto: Yamaha)
“Estava logo atrás dele saindo [da curva anterior] e pensei que era seguro, mas quando comecei a frear talvez 1m para dentro e peguei o freio, a moto inteira deslizou. Tive que largar e pegar novamente, e quando voltei para a linha de corrida, comecei a escapar novamente, e apenas tentei completar a curva”, falou.
 
“Assim que saí, comecei a soltar o freio para tentar trazer a moto de volta. É complicado fora da linha. Acredito que a maior parte das ultrapassagens vão ter que ser feitas antes de um ponto de frenagem, para você poder voltar para a linha de corrida”, completou.
 
Maverick Viñales foi outro piloto que comentou as condições da pista. O espanhol disse que estava “impossível” pilotar fora da linha. “Não podia nem mesmo encostar no acelerador fora da linha, estava crítico, em uma pequena linha há aderência, e não há aderência”.
 
“Vimos muitos pilotos também na Moto3 caírem, assim que eles saíram da linha um pouco. Também Miller na última curva. Temos que prestar muita atenção para onde estamos no traçado”, ressaltou.
 
Por fim, Cal Crutchlow apontou que espera um asfalto em melhor condições pela borracha que vai ser deixada pela Moto3 e Moto2, mas não escondeu a surpresa em ver trechos úmidos no traçado de uma chuva que caiu há dois dias. “Não entendo como choveu dois dias atrás e ainda há trechos molhados no traçado. Caso chova, todo mundo é destruído no sábado”, falou.
 
“Está realmente empoeirado fora da minha, mas esse é o problema, se alguém te passa, você precisa sair da linha, e a linha é muito estreita por alguma razão. Acredito que vai ser melhor na corrida por conta da Moto2, eles correm linhas um pouco diferentes – há 40 caras na pista acelerando nas primeiras voltas, então isso faz um pouco de limpeza”, encerrou.