Pol Espargaró vê pressão por resultados após volta de Marc Márquez: “Não preciso dele”

Pol Espargaró sabe que correr ao lado de Marc Márquez, hexacampeão da MotoGP, gera mais pressão, ainda mais após o bom resultado do companheiro no GP de Portugal. Mesmo assim, o espanhol não quer saber de ajuda para evoluir após o começo ruim de temporada

Eric Granado vai iniciar a temporada da MotoE neste fim de semana, em Jerez (Vídeo: Divulgação)

O começo de Pol Espargaró na temporada 2021 não foi dos melhores. Apesar de pontuado na rodada dupla no Catar 8º e 13º lugares, respectivamente —, o espanhol abandonou em Portugal e soma apenas 11 pontos no campeonato. Marc Márquez, seu companheiro na Honda, por exemplo, fez só uma prova e já alcançou 9 pontos.

Em Portimão, Márquez voltou à MotoGP após nove meses ausente e andou sempre na frente de Espargaró, classificando-se em sexto e fechando a prova no sétimo lugar. Isso, porém, não abala a confiança de Pol, que faz sua primeira temporada com a Honda.

“Eu acho que quando um é rápido na equipe, isso coloca pressão em todo o resto. No fim, minha pressão não muda porque o Marc consegue bons ou maus resultados. Quero dizer, eu acho que o único que está me pressionando sou eu mesmo. Estou apenas dando o máximo em todas as sessões e sei quando estou rápido ou lento”, disse o espanhol às vésperas do GP da Espanha, em Jerez.

Pol Espargaró abandonou o GP de Portugal nas primeiras voltas (Foto: Divulgação/MotoGP)

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“Eu não preciso do Marc ao meu lado para me dizer ou mostrar a mim o que estou fazendo certo e errado. Sei quando não sou rápido e posso andar melhor. Então, minha pressão não vai mudar com os resultados dele”, completou.

Para Espargaró, as dificuldades no começo da temporada depois de mostrar força nos testes em Losail, deixam claro que ainda não pegou a mão do acerto da moto para diferentes situações. E ainda marcou a etapa de Jerez como o verdadeiro início de certame.

“É verdade, a pré-temporada foi muito boa. Eu sinto que tudo estava perfeito na pista. O que aconteceu no Catar foi que a pista mudou muito com a borracha da Dunlop [que fornece para Moto2 e Moto3], além de diferentes temperaturas. Então as condições diferentes me fizeram cometer diversos erros”, pontuou.

“Quando fomos a Portimão, o TL1 foi com a pista meio úmida e começamos rápidos no TL2. Não tivemos uma sessão com a pista totalmente seca para compararmos com outras motos. Senti falta de um lugar como Jerez, com temperaturas e condições estáveis, um local que conheço”, finalizou.

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