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MotoGP

Por controle de custos, Aprilia diz que “não é loucura” correr com motos atuais em 2021

Diretor-executivo da Aprilia, Massimo Rivola defendeu que a MotoGP siga o caminho da Fórmula 1 e adote medidas para segurar os gastos para a temporada 2021. A preocupação é o impacto econômico da pandemia de coronavírus

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Diretor-executivo da Aprilia, Massimo Rivola quer que a MotoGP adote medidas para conter os custos na temporada 2021. Na visão do dirigente, não seria “loucura” disputar o próximo campeonato com as mesmas motos desenvolvidas para 2020.
 
Até agora, a MotoGP ainda não conseguiu começar a temporada. O GP do Catar foi cancelado para a classe rainha por causa da pandemia de coronavírus, enquanto as provas de Tailândia, Austin, Argentina, Espanha, França, Catalunha e Itália foram adiadas.
 
A falta de corridas afetou o caixa das equipes. Promotora do Mundial, a Dorna adotou medidas para ajudar as equipes privadas e também as estruturas de Moto3 e Moto2, mas Rivola quer que o Mundial siga o caminho da F1, que adiou a entrada em vigor do regulamento de 2021.
Massimo Rivola e Aleix Espargaró (Foto: Aprilia)
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O italiano, que foi diretor-esportivo da Ferrari, também sugeriu que a MotoGP utilize o mesmo esquema das classes menores, com apenas uma moto por piloto.
 
“Na situação atual, onde ainda não vemos uma luz no fim do túnel e com uma previsão muito crítica, pensar em performance seria errado”, disse Rivola em entrevista à publicação inglesa ‘Autosport’. “Nós realmente temos de entender a situação do mundo e acho que a F1 fez o certo. Portanto, é uma coisa que deveríamos considerar também”, ponderou.
 
“Correr em 2021 com a moto de 2020, não vejo nenhuma loucura se isso pode ser o que vai nos permitir baixar os custos”, opinou. “Mas também podem ter outras milhares de maneiras de fazer isso, como, por exemplo, ter apenas uma moto para cada piloto ou talvez completar menos quilômetros, levando em conta que o custo por quilômetro na moto é importante. Existem várias opções”, defendeu.
 
O regulamento da MotoGP, porém, não prevê grandes mudanças para 2021. Assim como neste ano, os motores seguem congelados para as fábricas que não contam com concessões, ou seja, Honda, Yamaha, Ducati e Suzuki. Além disso, essas mesmas construtoras podem fazer uma única atualização de carenagem ao longo do campeonato. No entanto, já foram adotadas medidas para conter os custos aumentados pelo calendário mais extenso e, assim, para 2021 os testes serão ainda mais reduzidos.
 
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