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MotoGP

Retrospectiva 2019: Ducati tropeça de novo e sonho de título fica distante

Mais uma vez a Ducati não conseguiu concretizar o sonho de mais um título para sua história. Em 2019, com uma dupla de pilotos bastante irregular e um adversário irretocável como Marc Márquez, a escuderia de Borgo Panigale teve de se contentar com o vice-campeonato, afinal, nem cócegas fez ao espanhol e a Honda

Grande Prêmio / NATHALIA DE VIVO, de São Paulo
Mais uma temporada, mais uma vez que a Ducati precisou se conformar com o vice-campeonato na MotoGP. Sem conseguir fazer frente a dupla matadora Marc Márquez e Honda, a escuderia italiana ainda precisou lidar com suas próprias questões em um ano que não chegou a fazer cócegas na briga pelo título.
 
É bem verdade que a batalha começou em alta para a turma de Borgo Panigale. Logo na primeira etapa, no Catar, o atual hexa e Andrea Dovizioso reeditaram a briga de 2018 e mais uma vez o italiano levou a melhor em cima do espanhol. Mas as esperanças de uma campanha forte logo terminariam.
 
A inconsistência de sua dupla de titulares foi um dos grandes fatores para que o cheiro do título nem fosse sentido. Enquanto o #4 ainda beliscou pódios e apareceu constantemente dentro dos dez primeiros, a história de Danilo Petrucci era o total oposto.
Andrea Dovizioso (Foto: Ducati)
Chegando ao time para substituir ninguém menos que Jorge Lorenzo, o italiano veio pressionado para conseguir sua primeira vitória na classe rainha do Mundial de Motovelocidade. Entretanto, após as primeiras corridas, o degrau mais alto do pódio parecia distante.
 
Foram três sexto lugares consecutivos e uma quinta posição antes de beliscar o primeiro top-3 do ano. Mas foi na Itália, corrida caseira não só de Danilo como também da Ducati, que o tão aguardado triunfo veio. Em frente aos tifosi, ali o #9 mostrou a que veio e garantiu sua renovação de contrato.
 
Mas o brilho foi momentâneo. Até o final do ano, só subiria mais uma vez ao pódio, na corrida seguinte, mas teria dois abandonos e uma corrida fora do top-10. Ficando em sexto na classificação final, essa não era a receita para um time vencedor.
 
Entretanto, muito se engana quem pensa que Dovizioso foi ‘a última bolacha do pacote’. Apesar de ser presença até que regular no pódio, também não terminou duas corridas e ainda teve resultados em que somou poucos pontos. Mais uma vez, a vida da Ducati não foi simplificada.
Danilo Petrucci (Foto: Ducati)
E o golpe de misericórdia para a escuderia de Borgo Panigale aconteceu mesmo no final do campeonato. Ainda que contasse com dois pilotos pontuando em quase todas as corridas e chegando líder do Mundial de Equipes na última etapa, em Valência, a equipe conseguiu deixar o título ir embora por entre os dedos.
 
Em mais um grande feito, Márquez trouxe o caneco para a Honda quase que sozinho. Com Jorge Lorenzo trazendo apenas 28 dos 458 pontos conquistados, o hexacampeão foi responsável por quase 92% dos tentos totais – Stefan Bradl também entrou na conta. Marco impressionante.
 
Mais uma vez a Ducati tropeçou na briga pelo título da MotoGP. Sem conseguir ser competitiva desde o início do ano, ainda teve pilotos que não tiveram resultados consistentes ao longo da temporada. E para bater o #93, nada abaixo da perfeição vai ser aceito em 2020.
 
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