Retrospectiva 2021: Ducati fica sem cereja, mas tem bolo para lá de saboroso na MotoGP

Mesmo derrotada pela Yamaha de Fabio Quartararo na disputa do Mundial de Pilotos, a casa de Bolonha foi uma das protagonistas de 2021 e pode olhar para trás com orgulho do que construiu na temporada da MotoGP

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A Ducati não conseguiu encerrar o jejum de títulos na MotoGP, mas não dá para dizer que o cardápio de 2021 não foi saboroso. Derrotada pela Yamaha de Fabio Quartararo no Mundial de Pilotos, a casa de Bolonha levou a melhor nas disputas de Construtores e Equipes, mas, mais do que isso, mostrou que tem um elenco estrelado e uma Desmosedici que é capaz de fazer frente a todos os outros protótipos.

Depois de três vice-campeonatos de Andrea Dovizioso e um 2020 aquém do esperado, a fábrica de Borgo Panigale entrou no campeonato deste ano repaginada. Além do veterano italiano, Danilo Petrucci e Tito Rabat também deixaram o time, dando lugar a Jorge Martín, Enea Bastianini e Luca Marini, todos vindo da Moto2.

Jorge Martín, Francesco Bagnaia e Jack Miller dominaram a primeira fila de Valência (Foto: Ducati)

Além disso, a composição das equipes também mudou. Jack Miller e Francesco Bagnaia foram promovidos à equipe de fábrica, com Johann Zarco e Martín formando o duo da Pramac. Na Avintia/VR46, Bastianini e Marini formaram a dupla que usou as GP19, as motos de 2019.

E isso tudo deu bons resultados. Juntos, Bagnaia e Miller somaram seis vitórias e outros sete pódios. Mas não foram os únicos representantes do time de Bolonha a visitar o top-3: Zarco foi quatro vezes segundo colocado; Martín, que disputou só 14 dos 18 GPs por causa de uma série de fraturas sofridas em um acidente em Portimão, venceu uma vez e conseguiu outros três pódios; Bastianini foi duas vezes terceiro.

No total, foram 24 pódio na MotoGP, o maior número já alcançado pela Ducati na MotoGP. A marca anterior tinha sido estabelecida em 2019, com 17. Com sete vitórias, a fábrica italiana foi a que mais venceu no ano, contra seis da Yamaha, três da Honda e duas da KTM.

Sem o título, a Ducati ficou sem a cereja do bolo, mas as raspas de chocolate estavam todas lá, uma vez que foi a primeira vez desde que entrou na MotoGP que a fábrica vermelha dominou um pódio, como aconteceu em Valência, com Bagnaia, Martín e Miller em Valência.

Também vale destaque o fato de a Desmosedici ter sido presença constante na primeira fila do grid, ocupando 55% das 54 posições disponíveis ao longo do ano.

Embora o jejum de títulos permaneça, a casa italiana tem bons motivos para comemorar. Afinal, além ter fechado o campeonato com a Desmosedici reconhecida como a melhor moto do grid, o elenco também se mostrou um acerto tremendo. E, para melhorar, a GP22 deu sinais de ser ainda melhor.

A fase crescente da Ducati segue e o fim do jejum parece mais e mais próximo. Quem sabe 2022 seja o ano dos italianos?!

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