Retrospectiva 2021: Rossi dá adeus e encerra carreira vitoriosa após 26 temporadas

Aos 42 anos, o italiano de Tavullia decidiu que era hora de pendurar o capacete e se despediu do Mundial de Motovelocidade com nove títulos, 235 pódios, 65 poles e 115 vitórias

GRANDE PRÊMIO lança especial que celebra carreira de Valentino Rossi. ACESSE

2021 é um ano que vai ficar marcado na história da MotoGP. Depois de 26 temporadas, Valentino Rossi se despediu do Mundial de Motovelocidade e colocou um ponto final em uma das carreiras mais memoráveis do esporte mundial.

Aos 42 anos, o piloto de Tavullia leva na bagagem nove títulos mundiais ― sete deles na divisão principal ―, além de 235 pódios ― 199 na elite, 21 nas 2250cc e 15 nas 125cc ―, 65 poles ― 55 em 500cc/MotoGP, cinco nas 250cc e cinco nas 125cc ― e um total de 115 vitórias ― 89 na classe rainha, 14 na classe intermediária e 12 na categoria de entrada.

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Valentino Rossi já foi nomeado por Carmelo Ezpeleta uma lenda da MotoGP (Foto: Divulgação/MotoGP)

Mas, mais do que troféus e recordes, Rossi leva na bagagem um pedaço da MotoGP. Afinal, ele é a personificação do campeonato em que foi tão vitorioso. Dono de um carisma sem igual, o #46 moveu multidões pelos mais variados circuitos do mundo, teve papel central na popularização do esporte e marcou um antes e um depois na história da motovelocidade.

Esportivamente falando, faltou o recorde de títulos, que segue nas mãos de Giacomo Agostini. Todavia, é válido lembrar que o lendário italiano correu em uma época muito diferente da atual ― muito mais perigosa, é verdade ―, onde os pilotos podiam disputar campeonatos de diferentes categorias simultaneamente. Em 1969, 1970, 1971 e 1972, ‘Ago’ conquistou quatro taças das 500cc e outras quatro das 350cc, por exemplo.

Ainda assim, o filho de Graziano Rossi e Stefania Palma soma recordes impressionantes na classe rainha. O Doutor é recordista de largadas ― 372 ―, vitórias ― 89 ―, voltas mais rápidas ― 76 ―, pódios ― 199 ―, visitas a primeira fila ― 148 ―, corridas na zona de pontuação ― 325 ―, voltas percorridas ― 8.766 ―, quilômetros percorridos ― 40.356 ―, corridas lideradas ― 141 ―, voltas na liderança ― 1.630 ―, quilômetros na liderança ― 7.561 ― e pontos ― 5.415.

Valentino defendeu três marcas diferentes na MotoGPHonda, Yamaha e Ducati ―, foi campeão com duas delas e o primeiro piloto a vencer a última corrida de um campeonato com uma montadora ― com a Honda em 2003 ― e a primeira da temporada seguinte com outra ― com a Yamaha em 2004.

Com a mudança de Honda para Yamaha, Rossi mudou paradigmas, provou a importância da equipe de técnicos e engenheiros e o papel vital do próprio piloto. Nem mesmo a passagem de dois anos pela Ducati foi capaz de afastar o piloto da YZR-M1, para onde ele voltou e onde encerrou a carreira.

Rossi perseguiu e conquistou números históricos. E deu uma contribuição ímpar na popularização do esporte. Se a MotoGP é hoje o que é, muito disso deve ao piloto de sorriso fácil, criativo e mestre em comunicação. Acompanhado sempre por um grupo fiel de amigos, Valentino comemorou vitórias dos mais variados jeitos e cativou um público que passou a amar o esporte pelo qual ele próprio era apaixonado.

Valentino sai de cena, pois chegou a hora, mas deixa um legado inigualável, não só de memórias e estatísticas, mas também com uma contribuição sólida para o futuro. Muitos dos atuais pilotos escolheram o motociclismo por causa dele. Alguns competidores, como é o caso de nomes como Francesco Bagnaia e Franco Morbidelli, chegaram lá pelas mãos dele. Rossi criou fãs, rivais e também herdeiros.

Ainda é cedo para saber qual o impacto da aposentadoria dele no esporte, mas é justo dizer que a MotoGP nunca mais será a mesma.

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