Retrospectiva 2023: Honda atinge fundo do poço. E nem Marc Márquez evita desastre

Sem uma moto de qualidade e com pilotos perdidos, a Honda criou uma cadeira elétrica para a temporada 2023 da MotoGP. O resultado foi um recorde de quedas, muitas lesões e poucos resultados positivos

Em uma temporada marcada por tantos feitos históricos, o da Honda talvez tenha sido o mais negativo. Vencedora e com um dos maiores pilotos da MotoGP no comando, a marca japonesa naufragou de maneira assustadora e caiu em uma espiral de resultados ruins. No fim, nem mesmo Marc Márquez se salvou ao longo de 2023, tanto que se irritou com o equipamento e decidiu mudar de equipe após uma gloriosa década.

A equipe de fábrica da Honda não conseguiu entregar o básico para os pilotos: estabilidade. Marc Márquez e Joan Mir foram os campeões de quedas, sofreram lesões e até perderam corridas por conta desses problemas. A RC213V foi uma cadeira elétrica para todo mundo e claramente não deu frutos.

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A pole de Márquez logo na abertura, em Portimão, iludiu alguns, mas o acidente causado na corrida principal logo colocou tudo nos eixos. Quer dizer, fora deles. Depois disso, o hexacampeão da MotoGP conseguiu apenas um pódio no Japão e alguns pequenos brilhos que o deixaram em 14º no campeonato. A decepção levou à saída para a Gresini em 2024, mesmo a italiana sendo uma equipe satélite.

Mir foi ainda pior. Acidentes fizeram o campeão de 2020 perder cinco etapas ao longo da temporada 2023. Quando esteve saudável, conseguiu um quinto lugar na Índia, mas de resto sofreu muito para entrar no top-10 das provas. Segue para o próximo ano, mas sabe que as expectativas são baixas.

Mir e Márquez foram campeões de quedas em 2023 (Foto: Gold & Goose/Red Bull Content Pool)

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Na LCR, Takaaki Nakagami foi coadjuvante de ponta a ponta do ano, um dos mais esquecidos do grid. Álex Rins chegou e até arrumou um brilho com a inesperada vitória em Austin. Mesmo assim, o espanhol também não aguentou e vai para a Yamaha no ano que vem.

Para 2025, a expectativa é de reação por parte da Honda, que foi a última colocada no Mundial de Construtores, com apenas 185 pontos — muito atrás da campeã Ducati, que atingiu incríveis 700 tentos. Uma reformulação interna já começou, mas talvez a saída de Márquez seja a mais sentida.

O fato é que a lenda espanhola construiu um legado interno na montadora e foi responsável pelas últimas glórias da Honda, mesmo quando a moto não era claramente a melhor do grid. Para 2025, Luca Marini chega para seu lugar e tenta provar valor na MotoGP, mesmo ainda sem vitória e escorado na sombra do irmão, o histórico Valentino Rossi.

Sem um grande motor e geralmente atrasada na parte aerodinâmica, a Honda parece correr atrás das rivais sem saber qual objetivo atingir. A parte final do grid tende a ser uma rotina novamente.

MotoGP volta a acelerar entre 6 e 8 de fevereiro de 2024, com os testes de pré-temporada na Malásia, no circuito de Sepang. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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