Rossi diz não saber se voltará a vencer, vê Lorenzo como nº1 e nega ter levado patrocínio para Yamaha

Valentino Rossi reconheceu que não sabe se voltará ao caminho das vitórias depois de todas as dificuldades enfrentadas ao longo dos últimos dois anos. Italiano admitiu que Jorge Lorenzo é o piloto principal da Yamaha e negou que tenha levado patrocinadores para o time

Valentino Rossi, Jorge Lorenzo, Casey Stoner, Nicky Hayden e Stefan Bradl se reuniram nesta quinta-feira (16) na sala de imprensa de Indianápolis para a tradicional coletiva da MotoGP, mas o piloto italiano foi o centro das atenções. Dias após anunciar o fim de seu vínculo com a Ducati e o retorno à Yamaha, o multicampeão reconheceu que as coisas estão diferentes na casa de Iwata.

Rossi deixou o time como piloto principal, mas assistiu dos boxes da esquadra vermelha o crescimento de Lorenzo. Agora, além de um rival mais forte, Valentino se verá, pela primeira vez em muitos anos, como segundo piloto.
 

Rossi garantiu que seu time de engenheiros e mecânicos irá com ele para Yamaha (Foto: MotoGP)


“Agora a situação mudou muito comparado ao passado, comparado com 2008, quando o Jorge chegou na Yamaha. Agora ele é o número 1 no time e a nossa relação é boa. Eu tenho respeito por ele e ele por mim", ponderou. "Então acho que podemos ficar juntos. Tenho certeza de que juntos poderemos formar um ótimo time para a Yamaha para tentar conquistar bons resultados para as próximas temporadas.”

O italiano explicou fez a opção pela moto em que acredita que será competitivo mais rapidamente, mas admitiu que não sabe se ainda é o mesmo piloto de antes.

“Pode ser que a Yamaha não seja suficiente para voltar a ganhar”, considerou. “Depois destes anos, eu não sei o que vai acontecer. Teremos que esperar.”

Valentino também aproveitou para dar fim aos rumores que diziam que ele não levaria sua equipe de mecânicos e engenheiros para os boxes nipônicos. “Acho que minha equipe irá comigo. Praticamente os mesmos caras que foram comigo da Yamaha para a Ducati. Mas ainda não está 100% decidido”, contou, explicando que não levou novos patrocinadores para a equipe. “Não é verdade que eu trouxe dinheiro para a Yamaha, mas a Yamaha pode encontrar algum patrocinador para o ano que vem.”

De volta ao time onde conquistou quarto de seus sete títulos na MotoGP, Rossi afirmou que não pediu uma separação completa de seus dados com os de Lorenzo, como aconteceu em sua passagem anterior pelo time. “Não pedi um muro, estaremos unidos se ele quiser.”

Valentino declarou que seria um sonho poder conquistar seu décimo título Mundial, mas, novamente, afirmou que não sabe qual será sua condição. “Chegar ao décimo título seria um sonho, mas tenho que ver se no ano que vem poderei seguir lutando. Depois destes dois anos…”

Mais uma vez, Rossi lamentou que sua passagem pela fábrica de Borgo Panigale não tenha acontecido de acordo com o planejado e contou que escolheu sua futura moto pensando no fim de sua carreira.

“É uma grande pena para mim, para a Ducati e para os nossos fãs, mas, especialmente, para os rapazes que trabalharam comigo neste projeto. Nós tentamos ser competitivos – um piloto italiano com uma moto italiana –, mas, infelizmente, não aconteceu. Estas duas temporadas foram muito difíceis e nós tivemos muita dificuldade, infelizmente", lamentou. "Não conseguimos melhorar a nossa velocidade e a nossa performance e lutar por boas posições. Então, por isso, eu decidi que era o bastante e tentei pensar em qual era a moto mais competitiva para os próximos dois anos, que podem ser os últimos da minha carreira. Talvez não os últimos, mas a parte final."

"É uma grande pena, também porque na Ducati eu encontrei algumas pessoas ótimas e tivemos ótimos momentos juntos. Nós tentamos o máximo”, garantiu.

O italiano afirmou, ainda, que não pensa em encerrar a carreira em 2014. “Sobre o meu futuro, vai depender muito dos resultados dos próximos dois anos. Porque eu quero ficar na MotoGP mais do que duas temporadas, mas isso depende de quão forte eu estiver e se eu for rápido com a M1.”

A coletiva desta quinta foi cercada de expectativa também por conta de uma entrevista com Stoner publicada pela revista britânica ‘Motorcycle News’. O australiano fez duras criticas ao rival, acusou Rossi de não se esforçar para vencer e disse que o italiano teve de engolir as criticas que fez sobre sua capacidade como piloto.

Rossi preferiu não entrar na polêmica e reconheceu que Casey, ao contrário dele, conseguiu ser rápido com o protótipo italiano. “Stoner foi muito rápido com a Ducati e a realidade é que nós nunca conseguimos, desde a primeira vez que subi na moto”, encerrou.

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