Rossi diz que 2020 abre possibilidade de adeus solitário: “Talvez seja até mais fácil”

Em processo de decisão, Valentino Rossi afirmou que espera que o dia de sua última corrida seja de muita tristeza. Italiano garantiu que só vai seguir na MotoGP se tiver certeza de que pode ser competitivo

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Valentino Rossi segue pensando no que fazer em 2021. O italiano tem a opção de mudar para a SIC e seguir na MotoGP, mas também cogita encerrar a carreira. O #46, aliás, acha até que 2020 pode oferecer a chance de um adeus um pouco mais fácil: sem a presença de seus fãs. 

 
A temporada 2020 da MotoGP ainda não começou por conta da pandemia do novo coronavírus. A Dorna, promotora do Mundial, planeja iniciar o campeonato em julho, na Espanha, mas já sabe que as corridas serão feitas com portões vazios e menos gente no paddock
 
Em entrevista à emissora britânica BT Sports, Rossi reiterou que não planeja seguir apenas para fazer uma turnê de despedida. Chefe da SIC, Razlan Razali declarou recentemente que não gostaria de receber o #46 apenas para um ano de adeus.
Valentino Rossi completou 41 anos em fevereiro passado (Foto: Divulgação/MotoGP)
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“Eu concordo plenamente com o que Razlan falou sobre a temporada 2021 com a Petronas. E eu não quero fazer um ano para dizer ‘ciao’ ou fazer uma turnê de despedida. Não! Com certeza, não”, assegurou Rossi. “Eu só vou para a Petronas se achar que posso ser competitivo, tentar vencer corridas, tentar lutar pelo pódio”, seguiu.
 
Rossi reconheceu, no entanto, que o cenário de circuitos vazios também é um ponto a ser considerado na decisão de aposentadoria. 
 
“Sinceramente, parar nesse cenário do COVID, nessa situação, tem também coisas positivas, pois, para mim, quando eu parar, vai ser um dia muito, muito triste. Para mim, pessoalmente. Eu não vejo nada bom, não espero nada positivo quando parar. Só espero uma grande tristeza e um sentimento ruim”, contou. “Então se eu puder fazer desse jeito, sem os fãs, sem pessoas por perto, talvez seja até mais fácil para mim”, disse rindo. 
 
“Então, com certeza, se eu continuar, é porque quero tentar ser competitivo. E quero tentar fazer algumas boas corridas”, frisou.
 
Questionado se tem medo da aposentadoria, Valentino respondeu: “Medo? Medo, para mim, não é a palavra certa. Eu não tenho medo de parar, mas acho que esse dia, esse dia ou essa semana, sabendo que será meu último GP, vai ser triste e difícil de encarar, difícil de aceitar para mim, porque eu amo correr, isso tem sido a minha vida há mais de 20 anos. Mas não tenho medo. Eu descobri nesse período, talvez eu já soubesse, mas tenho certeza de que posso curtir de qualquer forma”.
 

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