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MotoGP

Rossi diz que “é crucial correr neste ano” e alerta: “Futuro da MotoGP está em jogo”

Valentino Rossi ressaltou que é importante que as corridas aconteçam em 2020 não só pela vontade de equipes e pilotos, mas também por todas as pessoas que estão empregadas no paddock da MotoGP. O italiano celebrou o fim do confinamento na Itália em decorrência da pandemia do novo coronavírus

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Valentino Rossi acredita que o futuro da MotoGP está ameaçado pela pandemia do novo coronavírus. O #46 defendeu a importância da volta das corridas, não apenas pela vontade de equipes e pilotos, mas também por conta daqueles que estão empregados no paddock. 
 
A classe rainha do Mundial de Motovelocidade não conseguiu iniciar a temporada 2020. Até aqui, quatro corridas foram canceladas: os GPs de Catar, Alemanha, Holanda e Finlândia. E sete foram adiadas: Tailândia, Austin, Argentina, Espanha, França, Itália e Catalunha.
 
Enquanto a Europa dá os primeiros passos na saída do confinamento causado pela Covid-19, a MotoGP trabalha em planos de retomada. Por enquanto, a meta é iniciar a temporada duas corridas seguidas em Jerez de la Frontera: o GP da Espanha em 19 de julho e o GP da Andaluzia em 26 de julho. O plano, porém, ainda depende da aprovação do governo da Espanha e a sequência do campeonato fica atrelada às diretrizes adotadas pelos demais países em meio à pandemia.
Valentino Rossi já voltou a treinar no Rancho em Tavullia (Foto: Camilla Fratesi/Reprodução Instagram)
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“Não podemos saber exatamente o que vai acontecer, mas, em minha opinião, as corridas, no fim, vão acontecer, pois queremos correr”, disse Rossi em entrevista ao jornal italiano ‘La Repubblica’. “O futuro da MotoGP está em jogo. É importante para todos: para os pilotos, claro, mas também para as equipes e para as pessoas empregadas no paddock. E também para os patrocinadores. São muitas pessoas que trabalham e que precisam voltar a trabalhar o mais cedo possível. Correr será crucial neste ano”, seguiu.
 
Rossi, aliás, pôde voltar às pistas apenas recentemente. Com o relaxamento do lockdown na Itália, o piloto da Yamaha voltou ao Rancho Motor, a pista privada do italiano em Tavullia. 
 
“Subir na moto e treinar era o que eu mais queria. Voltar foi tão emocionante que foi como se fosse a primeira vez”, contou. “Realmente, sentia falta de sair de casa, ver os meus amigos, ir jantar. Desfrutar da primavera. Eu, inclusive, quase senti vontade de voltar à academia”, brincou. 
 
Por fim, Valentino falou sobre a sucessão na Yamaha e contou que já esperava ver Maverick Viñales e Fabio Quartararo como titulares. 
 
“Para 2021, a Yamaha apostou em Viñales e Quartararo. Eu esperava um pouco, não foi uma surpresa”, comentou. “Mas a minha relação com a Yamaha vai mais além disso: nós demos tanto um ao outro. É bom que eles estejam prontos para me dar uma moto oficial na próxima temporada também. Quando eu parar, vou sentir falta da MotoGP. Sempre fui piloto. Mas só vale a pena continuar se continuar sendo rápido”, encerrou.
 

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