Rossi ignora chuva, suporta pressão de Petrucci em Assen e encerra jejum de vitórias. Viñales cai e perde liderança

Com um novo chassi da Yamaha, Valentino Rossi se mostrou impecável na Holanda, suportou a pressão de Danilo Petrucci e, ignorando a chuva mesmo com a liberação para troca de motos, encerrou um jejum de mais de um ano sem vencer. Marc Márquez bateu Cal Crutchlow pelo pódio

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Valentino Rossi tirou proveito máximo do novo chassi que recebeu da Yamaha. Mais satisfeito e competitivo com a nova peça, o italiano aproveitou o bom ritmo da YZR-M1 neste domingo (25) e colocou fim a jejum de mais de um ano com um triunfo em Assen.
 
Largando em quarto, o italiano tomou a terceira posição logo de cara e chegou a ponta depois de bater Marc Márquez e Johann Zarco. Nas voltas finais, o #46 encarou um bom duelo com Danilo Petrucci, mas segurou o piloto da Pramac por 0s063 para conquistar a décima vitória no traçado da Holanda.
Além da pressão de Petrucci, Rossi — e os demais, claro — tiveram de lidar com o instável clima da província de Drenthe. Com a volta da chuva, a direção de prova liberou o flag-to-flag, mas os ponteiros decidiram seguir na pista mesmo com a mudança de condições. O que funcionou perfeitamente.
Valentino Rossi encerrou jejum de vitórias com triunfo em Assen (Foto: Yamaha)
A classificação do Mundial de Motovelocidade após o GP da Holanda

Junto com o fim do incômodo jejum, o triunfo de Assen leva Rossi a atingir a impressionante marca de 20 anos e 313 dias separando a primeira e a mais recente vitórias, um recorde de longevidade.

O #46, porém, não foi o único a ter de lidar com pressão. Márquez precisou trabalhar duríssimo para garantir o último posto do pódio, já que Cal Crutchlow ganhou terreno no fim e apareceu para a briga que também envolvia Andrea Dovizioso.
 
Márquez recebeu a bandeirada em terceiro, 0s042 à frente de Crutchlow. Dovizioso aparece 0s084 atrás e assume a liderança do Mundial.
 

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Mais de 18s atrás do piloto da Ducati, Jack Miller ficou em sexto, com Karel Abraham, Loris Baz, Andrea Iannone e Aleix Espargaró completando o top-10.
 

Com 14 voltas para o fim, Maverick Viñales escreveu um novo capítulo da temporada 2017. Líder desde o GP do Catar, o espanhol errou na última chicane, a temida Geert Timmer Bocht, e foi ao chão. Mesmo ileso, o #25 tinha uma YZR-M1 completamente destruída por uma sequência de piruetas e não teve mais chances de voltar.

Com o resultado desta oitava etapa da temporada, Dovizioso assumiu a liderança do campeonato, quatro pontos à frente de Viñales. Rossi voltou ao terceiro posto, seguido por Márquez, Pedrosa e Zarco.
 
Saiba como foi o GP da Holanda de MotoGP:
 
A chuva chegou ainda nas primeiras horas da manhã na província de Drenthe, sempre acompanhada por temperaturas mais baixas, mas parou e, embora tenha aparecido discretamente antes do início da Moto3, não voltou a atormentar. Quando os pilotos partiram para o grid, os termômetros mostravam 19°C, com o asfalto chegando a 28°C. A velocidade do vento era de 13 km/h.
 
Pela primeira vez na carreira na classe rainha, Johann Zarco tinha a pole-position, a primeira de um francês na MotoGP desde Olivier Jacque na Alemanha em 2002. Pouco mais lento que o titular da Tech3, Marc Márquez ficou com o segundo posto, à frente de Danilo Petrucci, que está na primeira fila pela segunda vez consecutiva.
 
Valentino Rossi aparece na sequência, seguido por Scott Redding e Jonas Folger. Em seu melhor resultado desde Le Mans 2014, Álvaro Bautista abre a terceira linha da grelha, seguido por Cal Crutchlow e Andrea Dovizioso. Líder do Mundial, Maverick Viñales é apenas 11º, enquanto Jorge Lorenzo aparece só em 21º.
Danilo Petrucci teve outra atuação impecável (Foto: Pramac)
Assim como aconteceu ao longo de todo o ano, Michelin levou para Assen pneus macios, médios e duros. Entretanto, todos os dianteiros têm perfil simétrico, enquanto os traseiros aparecem com a assimetria do lado direito. No caso de chuva, os competidores podem contar com pneus macios e médios.
 
Na saída para a pista, Zarco tinha um par de pneus macios, o mesmo tipo de pneus em que colocou bastante quilometragem na sexta-feira. Rossi, por outro lado, vinha com um médio na frente e um duro atrás, mesma opção de Viñales. Chefão da Yamaha, Lin Jarvis explicou que a M1 não consegue conservar os pneus médios suficientemente na traseira.
 

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Com o pouco tempo de pista seca neste fim de semana — apenas as sessões de sexta-feira —, a escolha de pneus prometia ser bem variada. Sam Lowes, por exemplo, tinha um par de macios — “o único pneu com que fiz mais de cinco voltas na sexta”, explicou. Assim como as Yamaha, Márquez também tinha um par de pneus macios.
 
Quando as luzes se apagaram em Assen, Zarco saiu bem e se manteve na ponta, à frente de Márquez e Rossi, que passou Petrucci ainda nos primeiros metros. Na contramão do companheiro de equipe, Folger escapou da pista ainda nos primeiros metros e despencou para nono.
 
Zarco, então, imprimiu um ritmo forte e passou a se afastar, abrindo 0s760 de margem para Márquez em meados da segunda volta. Rossi vinha por perto de Márquez, com Petrucci, Redding e Bautista na sequência. Viñales aparecia em décimo, 0s4 atrás de Iannone, o nono.
 
Márquez, então, passou a apertar o ritmo — registrando em 1min35s001 a melhor volta da corrida — e reduziu bastante a vantagem, mas Johann foi igualmente veloz. Batido na largada, Petrucci também ia tentando chegar em Rossi. 
 
Na terceira volta, a melhor marca da corrida foi registrada por Rossi em 1min34s752, com o italiano reduzindo o atraso em relação a Márquez. Petrucci seguia no priemiro bolo, com 1s4 de diferença para Redding.
 
Mais atrás, Redding e Bautista brigavam pelo quinto posto, o que permitia a aproximação de Dovizioso e Iannone. O piloto da Suzuki, aliás, passou o ex-companheiro para ocupar a sexta colocação.
 
Passadas as seis primeiras voltas, Zarco seguia no comando, com Márquez, Rossi e Petrucci colados atrás. Quinto, Redding tinha 1s7 de atraso para o parceiro de Pramac. Mais atrás, Viñales era nono, 0s029 atrás de Bautista.
Viñales sofreu uma queda durante o GP da Holanda (Foto: Reprodução)
Na sétima volta, Viñales deixou Bautista para trás e assumiu o oitavo posto, 0s215 atrás de Dovizioso, o primeiro dos rivais na classificação do Mundial.
 
Na frente, Rossi ia colado em Márquez, buscando uma brecha para atacar. Líder, Zarco tinha um respiro de 0s234.
 
Dovizioso, então, passou Iannone e se instalou em sexto, com Viñales aproveitando para fazer o mesmo e se manter pegado no piloto da Ducati.
 

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Em meados do oitavo giro, Rossi fez a primeira tentativa mais firme, mas Márquez conseguiu manter o segundo lugar. Petrucci seguia coladinho por perto, com Redding cada vez mais atrás.
 
Viñales seguiu no ataque e passou Dovizioso pelo sexto posto, 0s249 atrás de Redding, o quinto. 
 
Com 17 voltas para o fim, Lowes caiu e abandonou. Na sequência, Folger também foi ao chão e encerrou a corrida na curva um.
 
Na 11ª volta, Rossi lançou um novo ataque na direção de Márquez na curva um e, desta vez, ficou com a segunda colocação. Mais atrás, Viñales vinha trocando posição com Redding.
 
O #46, então, apertou o passo para tentar recortar a pequena vantagem de Zarco na ponta, mas o #93 seguia bem perto, com Petrucci juntinho.
 
Na abertura da volta seguinte, Rossi assumiu a ponta e levantou a torcida holandesa ao passar Zarco. Johann tentou um ataque na curva quatro para aproveitar uma escapadela de Valentino, mas tocou a traseira do italiano e acabou passado por Márquez. Quinto, Viñales tinha 2s9 de atraso para o primeiro pelotão.
 
Restando 14 voltas para o fim, no entanto, Maverick viu o fim de semana ficar ainda pior: caiu na última chicane e abandonou com a YZR-M1 destruída.
 
A Honda logo alertou Márquez sobre a queda de Viñales, o que mudava consideravelmente a tabela, já que o #25 perdia a liderança da classificação.
 
Firme na ponta, Rossi ia em busca de seu primeiro triunfo em mais de um ano, mas Márquez seguia pressionando. Com 11 voltas para o fim, o #46 ampliou para 0s354 a diferença para Márquez, que seguia pressionado.
 
Na 16ª volta, Petrucci passou Márquez e tomou o segundo posto, já com 0s557 de margem para Rossi. Zarco vinha em contato com o pelotão, bastante livre da pressão de Dovizioso.

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Rodando mais rápido, Rossi foi se afastando mais e mais, abrindo 1s188 de Petrucci com dez giros para o fim.
 
Com oito giros para o fim, a chuva chegou em Assen e a direção de prova liberou a troca de motos. Um temor de Rossi, que tem chassis diferentes nos boxes da Yamaha.
 
Petrucci recortou consideravelmente a vantagem de Rossi e tentou o ataque, mas o mais experiente dos italianos conseguiu manter a posição. Dovizioso era agora o terceiro, à frente de Márquez.
 
Com sete giros para o fim, Zarco foi o primeiro a parar nos boxes para trocar de motos. Com pneus macios, o francês não tinha mais ritmo para brigar. Barberá também foi aos boxes para o flag-to-flag.
 
Enquanto isso, Petrucci seguia pressionando Rossi, que defendia a liderança. Dovizioso, então, entrou na brincadeira e passou Danilo, passando a liderar a caçada a Valentino.
 
Petrucci não demorou a reagir e pegou o segundo posto de volta, 0s218 atrás de Rossi. Quarto, Márquez também vinha por perto. Restavam seis voltas.
 
Aos poucos, mais e mais pilotos iam para os boxes, mas os quatro ponteiros seguiam na pista, mesmo com a chuva.
 
Sem conseguir passar Rossi, Petrucci perdeu o segundo posto para Dovizioso mais uma vez, com o #46 aproveitando para abrir um pouquinho.
 
O troco do piloto da Pramac veio na sequência, mas Dovizioso manteve a pressão, escoltado de perto por Márquez. 
 
Com cinco giros para o fim, Petrucci tomou a ponta de Rossi e se afastou um pouco do titular da Yamaha. Nada muito significativo. Márquez era terceiro, 0s6 atrás, após um erro de Dovizioso.
 
Rossi logo colou em Petrucci para voltar à briga pela vitória, enquanto Dovizioso vinha mais de 1s8 atrás em um duelo com Márquez.
 
No fim do 24º giro, Rossi abocanhou a liderança de Petrucci na Geert Timmer, abrindo um pouquinho de vantagem logo de cara.
 
Com três giros para o fim, Zarco foi punido com um ride-through por ter excedido o limite de velocidade no pit-lane durante a troca de motos. Foi o primeiro flag-to-flag do #5.
 
Isolados na ponta, Rossi e Petrucci seguiam bailando com as condições de pista. O #46 tinha um pneu traseiro duro na traseira, com Danilo de médio atrás. O #9 chegou a fazer uma tentativa na reta, mas Valentino deu conta do motor Ducati com uma boa freada na curva um. 
 
Mais atrás, Crutchlow chegou em Márquez e Dovizioso para brigar pelo pódio. Cal logo passou Andrea pelo quarto lugar.
 
Com dois giros para o fim, Rossi tinha um respiro maior, de 0s517, após um errinho de Danilo. Crutchlow era o novo terceiro colocado.
Nas duas voltas finais, os retardatários Barberá e Rins deram uma atrapalhada na briga pela ponta, o que ajudou Rossi a ganhar um respiro. Petrucci ficou bem insatisfeito com a falta de bandeiras azuis.
 

#GALERIA(7090)

MotoGP, GP da Holanda, Assen, Corrida:

1 46 VALENTINO ROSSI ITA YAMAHA 41:41.149
2 9 DANILO PETRUCCI ITA DUCATI +0.063
3 93 MARC MÁRQUEZ ESP HONDA +5.201
4 35 CAL CRUTCHLOW ING LCR HONDA +5.243
5 4 ANDREA DOVIZIOSO ITA DUCATI +5.327
6 43 JACK MILLER AUS MARC VDS HONDA +23.390
7 17 KAREL ABRAHAM RTC ASPAR DUCATI +36.982
8 76 LORIS BAZ ESP AVINTIA DUCATI +37.058
9 29 ANDREA IANNONE ITA SUZUKI +37.166
10 41 ALEIX ESPARGARÓ ESP APRILIA +1:01.929
11 44 POL ESPARGARÓ ESP KTM +1:09.384
12 53 TITO RABAT ESP MARC VDS HONDA +1:10.121
13 26 DANI PEDROSA ESP HONDA +1:10.344
14 5 JOHANN ZARCO FRA TECH3 YAMAHA +1:35.655
15 99 JORGE LORENZO ESP DUCATI +1 volta
16 8 HECTOR BARBERÁ ESP AVINTIA DUCATI +1 volta
17 42 ÁLEX RINS ESP SUZUKI +1 volta
18 45 SCOTT REDDING ING PRAMAC DUCATI NC
19 19 ÁLVARO BAUTISTA ESP ASPAR DUCATI NC
20 38 BRADLEY SMITH ING KTM NC
21 25 MAVERICK VIÑALES ESP YAMAHA NC
22 94 JONAS FOLGER ALE TECH3 YAMAHA NC
23 22 SAM LOWES ING APRILIA NC
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