Rossi levanta torcida, encerra domínio da Honda e faz história no Mundial com triunfo na Itália. Márquez cai e soma 1 ponto

Aos 35 anos, Valentino Rossi conquistou neste domingo (14) seu 81º triunfo na categoria rainha do Mundial de Motovelocidade. Jorge Lorenzo completa 1-2 da Yamaha, com Dani Pedrosa em terceiro

A cobertura completa do GP de San Marino no GRANDE PRÊMIO
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Já diria Valentino Rossi: galinha velha ainda dá bom caldo. Neste domingo (14), o italiano levantou as 54.543 pessoas que foram ao circuito Marco Simoncelli ao conquistar sua 81ª vitória na classe rainha do Mundial de Motovelocidade.
 
Voltando à primeira fila do grid, o italiano fez uma ótima largada e não demorou a tomar a ponta de Jorge Lorenzo, que tinha saído na pole. Fora do top-3 da grelha pela primeira vez desde o GP da Catalunha do ano passado, Marc Márquez deu uma pausa em suas largadas ruins e se colocou na briga pela vitória assim que as luzes se apagaram. 
Valentino Rossi levantou a torcida com primeiro triunfo de 2014 (Foto: Divulgação/MotoGP)
A classificação do Mundial de MotoGP após o GP de San Marino

Depois de superar Lorenzo, Márquez passou a pressionar Rossi. Os dois chegaram a inverter as posições um par de vezes, mas o italiano sempre conseguia se manter na liderança. 

 
Na oitava volta da disputa, o impensável aconteceu. Márquez errou na Curvone, a curva 11 de Misano, e caiu. Não foi um tombo forte, mas o suficiente para nocautear a RC213V. Amparado por quatro fiscais, Marc conseguiu fazer o protótipo funcionar, mas já era tarde demais.
 
Apoiado pela torcida local, Rossi seguiu tranquilo em seu caminho rumo à vitória, quebrando um jejum que já durava 23 provas. Com o resultado, Valentino entra para a história como o primeiro piloto a superar a marca de 5 mil pontos nas três classes do Mundial de Motovelocidade.

Apegado aos seus mecânicos, Rossi usou seu capacete comemorativo de Misano para render uma homenagem aos seus fiéis escudeiros. As mãos de Silvano Galbusera, Matteo Flamigni, Bernard Ansiau, Alex Briggs, Brent Stephens, Gary Coleman e Hiroya Atsumi, estavam estampadas no casco, junto com as marcas dos lábios da mãe, Stefania, e da namorada, Linda.
 
Completando a festa da Yamaha, que celebrou neste fim de semana os 50 anos da conquista do primeiro título mundial, Lorenzo recebeu a bandeirada 1s578 atrás, com Dani Pedrosa completando o pódio italiano.
Já que estamos na Itália, a torcida local foi brindada com os bons resultado de Andrea Dovizioso e Andrea Iannone, que terminaram a corrida em quarto e quinto, respectivamente.
 
Pol Espargaró recebeu a bandeirada na sexta colocação, à frente de Bradley Smith, Álvaro Bautista, Cal Crutchlow e Yonny Hernández. Márquez ficou com o 15º posto e somou um ponto. 
No maior estilo estádio de futebol, Rossi subiu ao pódio com a torcida gritando: ‘Olê, olê, olê, olê, Vale, Vale’. A pista tinha sido completamente invadida pelo público, uma multidão vestida de amarelo, que esperava para ver o eneacampeão de motovelocidade receber o troféu que tem estampado o #58 do amigo Marco Simoncelli. 
Com o resultado deste domingo, Márquez chega aos 289 pontos, mas agora tem 74 a mais que Dani Pedrosa. Rossi, por sua vez, segue em terceiro, mas com apenas um ponto a menos que o piloto da moto #26. Lorenzo tem o quarto posto, com 177 pontos.

As imagens deste domingo no Circuito Marco Simoncelli
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Saiba como foi o GP de San Marino de MotoGP:

 
Foi com o sol brilhando no céu da Riviera de Rimini que os pilotos da MotoGP alinharam no grid para o GP de San Marino. Depois de um primeiro dia de muita chuva, o tempo virou e a temperatura subiu bastante. Para a largada em Misano, os termômetros marcavam 26°C, com a pista chegando aos 37°C. A velocidade dos ventos estava na casa dos 10 km/h.
 
Pela primeira vez na temporada, Jorge Lorenzo, que venceu nos últimos três anos em Misano, tinha a pole-position, à frente de Andrea Iannone. O piloto da Pramac, que corre apoiado pela Ducati, registrou o melhor grid da fábrica de Borgo Panigali no circuito Marco Simoncelli desde que Casey Stoner saiu na pole em 2008.
 
Dono da casa, Valentino Rossi fez a festa da torcida local ao voltar para a primeira fila pela primeira vez desde o GP da Austrália do ano passado. O piloto da Yamaha não vence na Itália desde o triunfo conquistado em Misano em 2009.
Marc Márquez errou, caiu e não pontuou. O garoto é humano… (Foto: GEPA pictures/ Gold & Goose/David Goldman)
Com Yamaha-Ducati-Yamaha na primeira fila, esta foi a primeira vez que o time oficial da Honda ficou fora do top-3 desde a etapa de Valência de 2010. 
 
Líder do Mundial, Marc Márquez vai largar em quarto, à frente de Dani Pedrosa e Andrea Dovizioso. Esta, aliás, é a primeira vez desde o GP da Catalunha de 2013, que o espanhol fica fora da primeira fila. 
 
Pol Espargaró abre a terceira fila, à frente do irmão Aleix. Bradley Smith e Stefan Bradl completam a lista dos dez primeiros na grelha.
 
Enquanto os trabalhos não começavam na pista italiana, as câmeras da TV mostravam uma conversa entre Fausto Gresini, dono do time que leva seu sobrenome, e Marc van der Straten, proprietário da Marc VDS. Será que o belga tentava liberar Scott Redding de seu contrato com a escuderia italiana?
 
Em termos de pneus, Jorge Lorenzo foi o único piloto a apostar em um composto duro na dianteira. Os demais optaram por um par de pneus médios. Em relação aos que obedecem ao regulamento Aberto, apenas Yonny Hernández e Aleix Espargaró colocaram os calçados macios na traseira.
 
Com 54.543 pessoas lotando as arquibancadas do pequeno circuito de Misano, Jorge Lorenzo manteve a ponta quando as luzes se apagaram, com Rossi saltando para o segundo posto logo de cara. Márquez também teve uma boa saída e subiu para terceiro, à frente de Iannone, Dovizioso, Pol, Dani, Aleix, Smith e Bradl.
Ao contrário dos rivais, Jorge Lorenzo optou por pneu dianteiro duro (Foto: Yamaha)
Confirmando a estratégia que tinha anunciado no sábado, Lorenzo logo começou a tentar escapar, mas Rossi se mantinha grudado no companheiro, levando Márquez junto. 
 
Ainda no início da disputa, Mike di Meglio caiu e abandonou a disputa em San Marino. 
 
Enquanto Rossi tentava atacar Lorenzo, Márquez se jogava para cima do multicampeão, mas todos mantinham as mesmas posições.
 
Ainda no primeiro giro, Márquez passou Rossi, mas levou o troco pouco depois. A torcida levantou para celebrar a reação do herói local. 
 
No giro seguinte, Márquez aproveitou sua maior velocidade para se posicionar e atacar Rossi na segunda curva, retomando o segundo posto.
 
Sedento por vitória, o italiano armou o ataque metros mais tarde e voltou a recuperar a primeira posição. Enquanto isso, Lorenzo ia tentando fugir, mas não tinha muito sucesso na missão.
 
Ainda nos primeiros giros, Danilo Petrucci caiu e abandonou sua prova de casa. 
 
Com os três ponteiros travando um belo duelo, o pelotão de trás vinha puxado por Iannone, que era seguido por Dovi e Pedrosa.
 
Na terceira volta, Rossi conseguiu passar Lorenzo e tratou de acelerar para tentar se afastar. Na sequência, Márquez deixou o piloto de Palma de Mallorca para trás e subiu para segundo. 
 
Mais atrás, Pedrosa passou Dovizioso e assumiu o quinto posto, 0s402 atrás de Iannone. 
 
Líder, Rossi era pressionado por Márquez, que seguia apresentando um ritmo ligeiramente melhor. Lorenzo permanecia em terceiro, mas ou menos com 0s4 de atraso para o rival da Honda.
 
Apoiado pela torcida local, Rossi seguiu seu caminho na ponta, vendo sua vantagem para Márquez aumentar e diminuir. No sábado, Valentino já falava em ver Marc de volta à briga apesar da ausência do espanhol na primeira fila.
 
Rodando em terceiro, Lorenzo foi se afastando de Márquez. Na sexta volta, a diferença entre os dois era de 0s776. Ao contrário do rival da Honda, o titular da Yamaha tinha um pneu duro na frente da YZT-M1.
Andrea Iannone ficou com o quinto posto em Misano (Foto: Pramac)
Intercalando setores mais rápidos e mais lentos que Márquez, Rossi seguia na ponta, 0s225 à frente do líder do Mundial. Lorenzo era terceiro, com Pedrosa deixando Dovizioso e Iannone para trás para assumir a quarta colocação. Pol era o sétimo, à frente de Smith, Crutchlow, Hernández e Aleix.
 
Na sétima volta, Stefan Bradl caiu e abandonou a prova. O germânico não se lesionou.
 
Focado e faminto, Rossi aumentou discretamente o ritmo e, como consequência, se afastou um pouquinho de Márquez, que ficou 0s468 para trás. Terceiro, Lorenzo tinha 1s403 de atraso para Marc.
 
Sem muita demora, Márquez conseguiu recortar quase metade da diferença, se mantendo vivo na briga pela ponta. 
 
Na oitava volta da disputa, Rossi virou mais rápido e levou sua vantagem para a casa de 0s622. Na sequência, Márquez escorregou na curva 11 e caiu. O líder do Mundial tentou desesperadamente religar a RC213V, mas sem muito sucesso. 
 
Um pelotão de fiscais se reuniu, empurrando a moto #93, mas ela insistia em não funcionar. Pelo visto, os deuses italianos estavam do lado do ídolo da torcida local. 
 
Com a queda de Márquez, Rossi ganhou 2s060 de vantagem para Lorenzo, que vinha em segundo. Pedrosa era o terceiro, 3s399 atrás de Jorge. 
 
Aliás, de tanto insistir em fazer o protótipo laranja funcionar, Márquez conseguiu voltar para a corrida. Em 20º.
 
Rodando em segundo, Lorenzo começou a apostar na estratégia de aproximação, mas sem conseguir reduzir o atraso. 
 
Enquanto isso, Crutchlow e Bautista lutavam pela oitava posição, com o piloto da Gresini levando a melhor. Hernández vinha em décimo, à frente de Aleix, Aoyama e Abraham.
 
Com 13 voltas para o fim, Lorenzo ensaiou uma aproximação, mas a diferença voltou a aumentar na sequência. Na passagem seguinte, os dois estavam separados por 2s472.
 
Pedrosa tinha o terceiro posto, ainda se defendendo da constante ameaça de Dovizioso. Iannone vinha isolado em quinto, com Pol Espargaró 3s108 atrás.
 
Com um pneu dianteiro mais duro que o companheiro de equipe, Lorenzo esporadicamente virava mais rápido, mas Rossi estava absolutamente imerso em seu próprio ritmo, sem deixar ninguém se aproximar.
 
Mais atrás, Pedrosa conseguiu uma ligeira diferença para Dovizioso, que agora vinha 0s565 atrás. Iannone permanecia isolado em quinto.
Pedrosa lutou com Dovizioso na maior parte da corrida (Foto: Ducati)
Lá no fundo da tabela, Márquez brigava com Héctor Barberá pelo 19º posto. A disputa, claro, não durou muito e o piloto da Honda logo colocou Broc Parkes também para trás.
 
Sempre tentando se aproximar, Lorenzo tinha 2s497 de atraso para Rossi com dois giros para o fim. 
 
Na última volta, o italiano já tinha alcançado os retardatários, que não demoraram em abrir caminho para o multicampeão. Sem nada e nem ninguém para atrapalhar, Valentino chegou ao 107º triunfo no Mundial de Motovelocidade.
 

MotoGP, GP de San Marino, Misano, Final:

1
46
VALENTINO ROSSI
ITA
YAMAHA
44:14.586
28 voltas
2
99
JORGE LORENZO
ESP
YAMAHA
+1.578
 
3
26
DANI PEDROSA
ESP
HONDA
+4.276
 
4
4
ANDREA DOVIZIOSO
ITA
DUCATI
+5.510
 
5
29
ANDREA IANNONE
ITA
PRAMAC DUCATI
+11.771
 
6
44
POL ESPARGARÓ
ESP
TECH3 YAMAHA
+18.999
 
7
38
BRADLEY SMITH
ING
TECH3 YAMAHA
+23.100
 
8
19
ÁLVARO BAUTISTA
ESP
GRESINI HONDA
+36.458
 
9
35
CAL CRUTCHLOW
ING
DUCATI
+38.480
 
10
68
YONNY HERNÁNDEZ
COL
PRAMAC DUCATI
+45.878
 
11
17
KAREL ABRAHAM
TCH
AB
+54.765
 
12
7
HIROSHI AOYAMA
JAP
ASPAR HONDA
+56.775
 
13
45
SCOTT REDDING
ING
GRESINI HONDA
+1:02.734
 
14
15
ALEX DE ANGELIS
RSM
FORWARD
+1:13.546
 
15
93
MARC MÁRQUEZ
ESP
HONDA
+1:15.948
 
15
2
LEON CAMIER
ING
ASPAR HONDA
+1:20.760
 
17
70
MICHAEL LAVERTY
ING
PAUL BIRD
+1:26.422
 
18
23
BROC PARKES
AUS
PAUL BIRD
+1 volta
 
19
8
HECTOR BARBERÁ
ESP
AVINTIA
+1 volta
 
 
41
ALEIX ESPARGARÓ
ESP
FORWARD
NC
 
 
6
STEFAN BRADL
ALE
LCR HONDA
NC
 
 
9
DANILO PETRUCCI
ITA
IODA ART
NC
 
 
63
MIKE DI MEGLIO
FRA
AVINTIA
NC
 
 
 
 
 
 
 
 
POLE
JORGE LORENZO
ESP
YAMAHA
1:33.238
163.1 km/h
VOLTA MAIS RÁPIDA
MARC MÁRQUEZ
ESP
HONDA
1:34.108
161.6 km/h
RECORDE
JORGE LORENZO
ESP
YAMAHA
1:33.906
162.0 km/h
MELHOR VOLTA
MARC MÁRQUEZ
ESP
HONDA
1:32.915
163.7 km/h
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Condições do tempo
 
PISTA SECA
 
ar: 25ºC | pista: 37ºC

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