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MotoGP

Rossi mira competitividade e nega que eventual ida para SIC seja “só para dizer ‘ciao’”

Valentino Rossi avaliou que segue com duas opções: encerrar a carreira na MotoGP em 2020 ou vestir as cores da SIC em 2021. O #46, porém, assegurou que quer ser competitivo e descartou seguir correndo apenas para se despedir

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Valentino Rossi ainda não bateu o martelo em relação a seu futuro na MotoGP. Na última temporada com a Yamaha, o #46 tem a opção de seguir com a SIC em 2021 e pendurar de vez o capacete. Mas, se ficar, o italiano não quer só fazer número.
 
Aos 41 anos, Rossi planejava usar as primeiras provas de 2020 para avaliar sua competitividade e definir o futuro. Por conta da pandemia do novo coronavírus, todavia, Valentino terá de se decidir no escuro, já que o plano inicial é começar a temporada apenas em 19 de julho, com o GP da Espanha.
 
“O meu plano era muito claro: mudar alguma coisa no time e esperar até o verão para entender se eu podia ser mais competitivo do que no ano passado. Pois isso, para mim, é crucial. Eu quero continuar, mas quero continuar se for forte”, disse Rossi em um vídeo divulgado pela MotoGP. “Infelizmente, com essa situação, eu tenho de decidir sem corridas. Então é mais difícil. Eu só tenho de pensar mais, apenas tentar entender mais dentro de mim se tenho força e motivação o bastante”, explicou. 
Valentino Rossi faz a última temporada com o time de fábrica em 2020 (Foto: Yamaha)
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Ligado à Yamaha, escuderia que defendeu por 15 temporadas ― considerando 2020 ―, Valentino vê na SIC sua única opção e faz uma boa avaliação da equipe hoje defendida por Fabio Quartararo e Franco Morbidelli. 
 
“Eu tenho uma boa oportunidade com a equipe Petronas, que acho que é uma equipe de nível top, como eles demonstraram no ano passado com Quartararo e Franco. É uma equipe jovem, com um pessoal jovem, mas que tem muitas pessoas que já conheço, tem também um grande patrocinador, como a Petronas, então acho que, para mim, é uma opção muito boa. Agora eu só tenho de decidir dentro de mim se tenho motivação o bastante para continuar”, avaliou.
 
Chefe da SIC, Razlan Razali não quer acolher Rossi apenas pelo nome. O dirigente espera ter um nível competitivo e seguir brigando pelo pódio, como aconteceu em 2019.
 
“Neste momento, nós falamos apenas com Lin [Jarvis] e a Yamaha, mas ainda não falamos diretamente com Razlan. Mas gosto muito das palavras dele, porque, para mim, é exatamente a mesma coisa”, assegurou Rossi. “Eu não quero ir para a Petronas só para fazer minha última temporada. É difícil para eu explicar em inglês, mas só para dizer ‘ciao’. Se eu correr, vou dar 100%. Vou correr se entender dentro de mim que posso ser competitivo, que posso lutar pelo pódio. Isso é certo e eu concordo totalmente com Razlan”, encerrou. 
 

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