Rossi nega entrada da VR46 na MotoGP no próximo ano, mas abre porta para 2022

Italiano disse que a equipe está feliz na Moto3 e na Moto2 e ressaltou que a prioridade é conseguir uma vaga para Luca Marini na MotoGP

Valentino Rossi não descartou a estreia da VR46 na MotoGP. O italiano deixou a porta aberta apenas para a temporada 2022, mas ressaltou que a equipe está bastante satisfeita em Moto3 e Moto2, onde é uma das ponteiras. A prioridade agora é encontrar um lugar para Luca Marini na classe rainha.

O piloto de 41 anos descartou o salto para a divisão principal no próximo ano, mas admitiu a possibilidade de levar a VR46 para o grid em 2022, até por considerar que a MotoGP “vai mudar muito”. O contrato atual entre a Dorna e as equipes expira no fim do próximo ano.

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Valentino Rossi quer ver o irmão na MotoGP em 2021 (Foto: Yamaha)

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A promotora espanhola já deixou claro que não quer aumentar o número de equipes no grid. Assim, a chegada de novas estruturas depende de uma aliança com times existentes, como aconteceu com a SRT Yamaha, que adquiriu a entrada da Aspar. Carmelo Ezpeleta, porém, disse anteriormente que pode abrir uma exceção para Rossi.

“Para nós, em 2021, não”, disse Rossi. “Mas em 2022, a MotoGP vai mudar muito, então, temos de entender, pois no momento, estamos felizes com a Moto3 e a Moto2, pois a nossa ‘dimensão’ é essa. Para a MotoGP, você precisa dar outro passo, então não é fácil”, ponderou.

A imprensa italiana especula que a VR46 pode entrar na MotoGP como uma equipe satélite da Suzuki. A montadora japonesa já falou outras vezes de ter uma estrutura cliente para acelerar a evolução da GSX-RR, mas nunca consolidou o projeto. A equipe, aliás, é comandada por Davide Brivio, que trabalhou com Rossi na Yamaha entre 2004 e 2010 e depois passou a atuar diretamente com o italiano de Tavullia.

Além disso, existem outros boatos de que a VR46 pode substituir a Avintia Ducati na MotoGP a partir de 2022.

Rossi, porém, garante que o foco do momento é assegurar o salto de Luca Marini para a classe rainha na temporada 2021.

“Conversamos por causa de Luca e esperamos que Luca tenha uma chance na MotoGP em 2021, talvez na Avintia com a Ducati”, comentou.

O irmão de Rossi lidera a disputa pelo título da Moto2 com cinco pontos de vantagem para Enea Bastianini. O piloto da Italtrans, porém, já confirmou o salto para a classe principal do Mundial, possivelmente no lugar de Johann Zarco no time comandado por Rubén Xaus. O francês deve ser promovido na estrutura da Ducati, indo ou para o time de fábrica ou para a Pramac.

A segunda vaga da Avintia, contudo, pertence a Tito Rabat, que já tem contrato para o próximo ano. O espanhol, que somou apenas sete pontos neste ano, leva um patrocinador para a equipe, que já deixou claro que precisa desse aporte financeiro.

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