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MotoGP

Rossi revela desejo de disputar Rali Dakar, mas ressalta dificuldade e diz: “Estou mais concentrado nas 24 H de Le Mans”

Multicampeão do Mundial de Motovelocidade, Valentino Rossi afirmou que gostaria de disputar o Rali Dakar de carro no futuro, mas reconheceu que é uma meta difícil de ser alcançada. Titular da Yamaha destacou que está mais focado em disputar as 24 Horas de Le Mans quando encerrar sua carreira na MotoGP

Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 
Valentino Rossi não tem planos de se afastar do esporte a motor quando encerrar sua carreira na MotoGP. Aos 37 anos e caminhando para sua 22ª temporada no Mundial de Motovelocidade, o italiano afirmou que ainda tem como meta disputar o Rali Dakar e as 24 Horas de Le Mans.
 
Em uma entrevista a Lin Jarvis, o diretor da Yamaha, Rossi contou que gostaria de disputar a maior e mais dura prova off-road do planeta, mas não em duas rodas, algo que considera bastante perigoso.
Valentino Rossi disse que não se arrepende de não ter ido para a F1 (Foto: Yamaha)

“Uma meta é tentar fazer o Dakar no future, mas é muito, muito duro. Você tem de estar bem preparado”, disse Rossi. “Com certeza, de carro, porque de moto é realmente perigoso. Vamos ver”, seguiu.
 
Ciente dos riscos da prova organizada pela ASO, Valentino afirmou que está mais concentrado em outra prova de longa duração. Embora não tão longa quanto o Dakar.
 
“Estou mais concentrado nas 24 Horas de Le Mans”, contou. “É a primeira meta, porque eu me sinto melhor na pista, então, talvez, quando eu parar com a moto, possa ter tempo”, falou.
 
Questionado sobre o flerte que teve com a F1 em 2006, o #46 contou que continua interessado na categoria de Bernie Ecclestone, mas assegurou que não se arrepende de ter permanecido na MotoGP.
 
“Acho que foi a decisão certa. Depois de 2006, eu fiquei na MotoGP e ganhei outros dois campeonatos, tive ótimas corridas, grandes batalhas, então não tenho nenhum arrependimento”, explicou. “Mas eu gosto bastante da F1, claro. Teve um momento em que eu disse: ‘Vamos tentar, tentar entender o que pode acontecer’. Eu fiz alguns testes, fui para Valência e testei junto com os outros”, recordou.
 
“Me lembro que no voo de volta entre Valência e Rimini eu disse: ‘Não, não estou pronto para parar com as motos’. E foi a escolha certa”, encerrou.
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