Rossi segue pregando cautela, mas coloca luta pelo título como uma das metas em seu retorno à Yamaha

Ainda tentando voltar ao seu melhor nível, Valentino Rossi afirmou que lutar pelo título da MotoGP é uma de suas metas neste retorno à Yamaha. Italiano reconheceu as dificuldades do desafio e afirmou que voltar a vencer é o objetivo imediato

 

Depois de dois anos difíceis na Ducati, Valentino Rossi voltou à Yamaha, mas, mesmo estando na moto campeã da MotoGP, segue pregando cautela. Em uma rápida visita a São Paulo, quando participou do lançamento da segunda geração da Factor 125cc, o multicampeão se disse orgulhoso por retornar para o time no qual viveu a fase mais vitoriosa de sua carreira. 
 
Em uma coletiva de imprensa realizada em um hotel da capital paulista na última sexta-feira (15), Rossi destacou a força de Jorge Lorenzo e dos rivais da Honda, que tem em seu time oficial Dani Pedrosa e Marc Márquez, mas declarou que sua meta é voltar a vencer e lutar pelo décimo título da carreira.
Rossi destacou que M1 agora é acertada e desenvolvida em função do estilo de Lorenzo (Foto: Felipe Tesser/ Warm Up)

 

“Com certeza será uma temporada importante, porque eu venho de dois anos difíceis com a Ducati, onde eu não consegui atingir bons resultados ou o que nós esperávamos. Eu estou muito orgulhoso e muito feliz por ter outra chance com a Yamaha, de voltar para a minha moto, que é a M1”, declarou. “É a moto que me deu muito sucesso e eu tenho ótimas memórias, então acho que podemos ser competitivos”, opinou. 

 
“Certamente será difícil, pois, especialmente os outros caras em motos de fábrica, meu companheiro de equipe, Jorge Lorenzo, e os pilotos da Honda são muito fortes, muito rápidos. Não sei exatamente o que podemos fazer”, reconheceu. “A meta é tentar ficar no pódio o máximo possível, tentar vencer algumas corridas e tentar lutar pelo campeonato”, explicou o italiano. 
 
Questionado sobre o motivo que o levou de volta à Yamaha, Valentino afirmou que ter uma moto competitiva foi um dos fatores, mas explicou que sua história com o time também pesou. A mudança para Iwata foi uma das grandes apostas da carreira de Rossi, já que o piloto chegou ao time em um momento que a escuderia atravessava uma séria dificuldade e não conseguia se aproximar da dominante Honda. 
 
“A primeira razão era ter uma moto competitiva para tentar lutar pelo pódio, pela vitória e, não sei, mas espero, pelo campeonato”, explicou. “Foi uma escolha difícil em 2010 quando decidi deixar a Yamaha e acho que é lógico, porque com a Ducati, infelizmente, eu não fui capaz de ter bons resultados”, indicou. “Com certeza, a Yamaha foi o melhor período de toda a minha carreira”, ressaltou.
 
O italiano também apontou as principais diferenças entre o projeto da M1 e o design da Desmosedici. Tentando reverter a má fase dos últimos anos, o time de Borgo Panigale chegou a procurar Masao Furusawa, o engenheiro visto como grande responsável pelo renascimento da Yamaha na MotoGP, mas o nipônico, em respeito a equipe azul, optou por permanecer aposentado. 
 
“A Yamaha, a M1, é uma moto muito bem balanceada. Ela pode criar uma boa aderência na frente e na traseira quando você está na pista e é mais fácil de pilotar, comparada com a Ducati, porque a característica do motor é mais suave”, explicou. “É uma moto que você tem de pilotar de uma forma muito limpa. Você pode ter uma velocidade muito alta nas curvas, porque a moto tem uma boa aderência no limite [do pneu]. Essas são as principais diferenças em relação a Ducati dos últimos dois anos”, continuou. 
 
Por fim, Rossi também comentou os problemas que encontrou na bateria de testes privados realizada no estreante circuito de Austin na semana passada. O italiano afirmou que tem um pouco mais de dificuldade na freada e ponderou que a M1 agora é desenvolvida e acertada para a forma de pilotagem de Lorenzo. 
 
“Em Sepang, o teste não foi tão ruim. Eu fui rápido nas voltas na Malásia, mas o ritmo também não estão tão ruim”, lembrou. “Em Austin eu tive esse problema, porque o maior problema para mim é na freada, pois comparado com Lorenzo, eu solto o freio dianteiro de outra maneira”, relatou. 
 
“Agora a M1 está desenvolvida e ajustada para a maneira dele de parar a moto, e acho que temos de fazer alguma modificação pequena”, avaliou, explicando que o teste do fim desta semana será importante neste sentido. “E acho que poderemos entender de forma mais clara em Jerez, quando temos outros três dias de testes muito importantes, porque é o último teste antes da primeira corrida. É muito importante, pois Jerez é uma ótima pista e também porque é uma pista importante. Se você é competitivo em Jerez, você pode ser competitivo em todas as pistas europeias”, completou. 

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