MotoGP

Rossi vê Mugello como “um dos piores fins de semana em muito tempo” e diz que Yamaha sofre “em todas as áreas”

Valentino Rossi admitiu que o fim de semana do GP da Itália foi um de seus piores em “muito, muito tempo”. O italiano considerou que a Yamaha está sofrendo em todas as áreas e precisa tentar alguma coisa para poder melhorar

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Valentino Rossi reconheceu que o fim de semana do GP da Itália foi um de seus piores em “muito, muito tempo”. O #46 ficou apenas com o 18º posto no grid, mas sequer completou a corrida por causa de uma queda na Arrabbiata 2.
 
Depois de abandonar a corrida de 2016 após um quebra de motor quando liderava a corrida, conquistar o quarto lugar em 2017 e subir no pódio no ano passado, o italiano foi para a prova de casa confiante, mas não mostrou bom ritmo em momento nenhum do fim de semana.
Valentino Rossi teve um fim de semana para esquecer em Mugello (Foto: Divulgação/MotoGP)
Antes de abandonar a corrida de domingo na oitava volta, Rossi até chegou a se aproximar da zona de pontuação, mas caiu para último depois de um toque com Joan Mir na Luco, a segunda curva de Mugello. 
 
Após a corrida, Valentino apontou os problemas de aceleração da YZR-M1 como fator de dificuldade, mas avaliou que “não deve desistir, tem de tentar o máximo e permanecer concentrado”.
 
“Foi um fim de semana muito difícil e um dos piores em muito, muito tempo, porque nunca fomos rápidos”, disse Rossi. “Nós pilotamos aqui sabendo que seria difícil, mas esperávamos ser fortes aqui em Mugello. Não foi assim e não fui rápido em nenhum dos treinos”, seguiu.

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“Ontem [sábado], em uma volta importante para o Q2, eu cometi um erro na última curva [no TL3], fui para o Q1 e aí tudo ficou mais difícil. Na corrida, começar lá atrás é sempre difícil, especialmente porque o meu ritmo não era fantástico”, apontou. “Perdi tudo quando tive um contato com Mir. Eu fui para ultrapassar, mas nos tocamos e saímos da pista. Eu também caí na Arrabbiata 2, mas, de qualquer forma, no geral, foi um fim de semana muito difícil pelas coisas que aconteceram”, reconheceu.
 
“Além disso, fomos bem lentos, tivemos dificuldades na corrida quando tínhamos de andar com outras motos e não somos rápidos na reta ou na aceleração. Uma corrida assim é muito difícil. Temos de tentar fazer alguma coisa”, pressionou. “Onde sofremos? Em todas as áreas! Desde o começo! Não fiz uma largada fantástica, mas aí três ou quatro motos ultrapassaram. Essa é a grande diferença, porque, na aceleração, de uma curva para a outra, nós sofremos. Não é só a velocidade máxima, mas também a aceleração e agora a diferença é bem grande”, listou.
 
Ainda, Rossi concordou que é incomum vê-lo cometer tantos erros quanto os deste fim de semana.
 
“Quando você é lento, tudo fica mais difícil. Você tem de tentar alguma coisa”, comentou. “Eu tento estar muito pronto para este ponto da temporada, porque eu sei que é uma parte importante para mim: daqui até Sachsenring. E no ano passado eu somei muitos pontos”, recordou.
 
“Le Mans foi uma grande bagunça, mas nós fizemos a mágica com os slicks no Q1 e o Q2 também foi no molhado e normalmente eu sou rápido, então pude largar em quinto. Fiz uma boa corrida, sem erros e sempre no vácuo para terminar em quinto”, apontou. “Aqui, desta vez infelizmente foi mais difícil. Nós cometemos alguns erros. Se não erro na última curva no TL3, teria ido ao Q2 e começado na segunda ou terceira fila e aí seria uma corrida diferente. Nós queremos mais e estamos trabalhando”, garantiu.
 
Questionado se teme ver uma repetição do que aconteceu nos últimos anos, quando as demais fábricas evoluíram ao longo da temporada e a Yamaha ficou parada, Rossi respondeu: “Acho que isso aconteceu em 2016, 17, 18 e também agora. Para mim, isso acontece, pois os oponentes trazem muitas coisas novas e precisam de algumas corridas para se ajustar”.
 
“Normalmente, nós estamos mais prontos no início, porque temos muito menos coisas, então usamos a vantagem no início, porque os outros ainda não estão prontos. Quando os outros resolvem o problema, aí se torna um problema para nós. Na primeira metade de 2016, a Yamaha era a moto mais forte”, lembrou. “Com a Bridgestone em 2015, eu lutei pelo campeonato com Lorenzo e os dois com mais de 330 pontos, então isso significa 650 pontos no Mundial de Construtores, o que é uma quantidade incrível”, citou.
 
“A partir da segunda metade de 16, as outras fábricas melhoraram muito e parece que nós estamos apagados, porque, nos últimos anos, se você olhar para nossa performance e para os tempos de volta, estamos mais ou menos na mesma. Para mim, esse é o problema”, concluiu.
 




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