MotoGP

Rossi vê Yamaha em “boa direção” com novo motor, mas mantém pressão: “Não é o bastante”

Terceiro colocado no primeiro dia de testes coletivos da MotoGP em Valência, Valentino Rossi elogiou o trabalho feito pela Yamaha com o novo motor da YZR-M1. Mas, mesmo vendo a casa de Iwata seguindo “uma boa direção”, o #46 manteve a pressão por melhora
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Valentino Rossi (Foto: Yamaha)
Valentino Rossi fez uma avaliação positiva do motor testado pela Yamaha, mas deixou claro que ainda é preciso mais. O #46 fechou o primeiro dia de atividades em Valência com o terceiro tempo, 0s429 atrás de Maverick Viñales, o líder.
 
As duas Yamaha dedicaram a terça-feira a um comparativo entre o motor de 2018 e uma “evolução”. O propulsor é o foco deste primeiro teste da pré-temporada, já que a casa de Iwata tenta reverter os problemas que marcaram a temporada 2018.
 
Desta forma, o time dos três diapasões vai testar uma outra versão de motor nesta quarta-feira, segundo e último dia de testes em Valência.
Valentino Rossi elogiou novo motor, mas ainda quer mais (Foto: Divulgação/MotoGP)
Falando à imprensa após a sessão, Rossi apontou que o novo motor é “mais suave”, com um freio motor que alterou o comportamento da YZR-M1 na entrada de curva.
 
“Fica mais fácil de pilotar e você pode ser mais constante”, disse Rossi.
 
O #46, no entanto, manteve a pressão nos engenheiros da fábrica nipônica. “Não é o bastante”, considerou.
 
“No fim, foi um dia positivo. Não tivemos muito tempo, mas, no fim, consegui completar 40 voltas e fazer o trabalho mais importante do dia, que era comparar o motor”, explicou. “Nós temos uma evolução do motor que já testamos durante a temporada. E nós comparamos com o motor básico. Não é tão ruim, porque ajuda a estressar menos o pneu e, no fim, é um bom trabalho”, continuou.
 
“Você sempre sofre com o desgaste do pneu, então tentamos fazer um motor que seja mais suave, mais brando para estressar menos o pneu. Não foi tão mal, porque meu tempo de volta foi bem bom. Tive um feeling bom no primeiro dia”, contou. 
 
Ainda, Rossi explicou que o novo motor tornou a M1 mais fácil de pilotar, já que mudou o freio motor.
 
“O motor muda também no freio motor, na entrada. É uma pequena ajuda, porque fica mais fácil pilotar e você pode ser mais constante. Além disso, na aceleração é mais ou menos a mesma coisa”, relatou. “Nós tentamos ter um comportamento mais suave para patinar menos e isso já é uma ajuda. Mas, para mim, não é o bastante. Nós sofremos muito com o desgaste do pneu traseiro. É verdade que as condições de hoje foram muito ruins e o pneu normalmente sofre nessas condições, mas parece que depois de algumas voltas nós já escorregamos demais. Então precisamos seguir trabalhando, mas parece que fomos numa boa direção”, observou.
 
“Hoje nós testamos um, amanhã temos outro que é um pouco similar, mas diferente. No plano para amanhã [quarta], a coisa mais importante é testar a especificação diferente”, ressaltou. 
 
Apesar das dificuldades enfrentadas pela Yamaha, Rossi avaliou que esses dois primeiros testes, a bateria de Valência e a seguinte em Jerez, não são “cruciais”, já que a Yamaha ainda tem tempo para definir a especificação do motor.
 
“Para mim, esses dois testes não são cruciais, mas são importantes. Nós temos tempo para escolher o motor antes de fevereiro”, ponderou. “Mas, neste teste, podemos dar uma indicação para trabalhar mais em uma direção. Então esta é a nossa meta aqui e em Jerez”, frisou.
 
Questionado se a Yamaha levou algo além de motores para testar em Valência, Rossi se referiu ao chassi de 2018: “Para mim, nós estamos ok, estamos bem. No momento, não temos nada, mas acho que a Yamaha vai trabalhar de qualquer forma no chassi, no braço oscilante e em tudo mais. Nós também temos de melhorar nessa área, mas a questão principal é o motor”.