Sem resultados esperados no teste do Catar, KTM prepara novo motor para temporada 2017 da MotoGP

A KTM não ficou satisfeita com a performance do motor testado no Catar e, por isso, optou por deixá-lo de lado de preparar um novo propulsor. Nova peça deve chegar apenas para a quarta etapa do Mundial

 

A KTM não vai iniciar a temporada 2017 da MotoGP usando a versão mais recente do motor da RC16. A fábrica austríaca vai usar as informações coletadas no teste do Catar para desenvolver um novo propulsor.

 
No exercício coletivo de Losail, a marca laranja levou uma nova especificação de motor que tinha como objetivo controlar a agressividade da peça, mas não teve a performance esperada.
 
Na bateria final de testes da pré-temporada, Smith ficou com o 21º tempo, 2s021 atrás o líder Maverick Viñales. Espargaró, por sua vez, ficou em 22º, 0s120 mais lento que o companheiro de equipe.
Pol Espargaró contou que a KTM não vai iniciar o ano com seu motor mais recente (Foto: KTM)

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Falando à publicação inglesa ‘Autosport’, Pol contou que a nova especificação de motor não será usada no Catar, já que a KTM vai produzir um novo propulsor que deve chegar apenas para a etapa de Jerez de la Frontera.
 
“O motor nos deu muitas informações para podermos desenvolver um diferente, mas não é esse que vamos usar nas corridas”, disse Pol. “Nós tínhamos muitas expectativas: por um lado, funcionou muito bem, mas falou no outro”, explicou.
 
“De qualquer forma, do lado positivo nos deu alguma direção, algum feedback que vamos usar para construir o novo”,contou. “Entretanto, vai levar algum tempo e não estará disponível nas primeiras três corridas da temporada”, seguiu.
 
Ainda, o caçula dos Espargaró explicou que a KTM teve dificuldade com a eletrônica padrão, que é usada na MotoGP desde o ano passado.
 
“Nosso problema é que não vemos claramente como a potencial é entregue depois de abrirmos o acelerador”, indicou. “Têm muitas maneiras de entregar potência, muitas linhas diferentes na curva de potência. E aí as informações cruzam com os dados do controle de tração e anti-wheelie. É uma coisa meio complicada para mim, assim como também é para os nossos engenheiros”, reconheceu.
 
“Nós precisamos de algum tempo, já que você não pode fazer isso de um dia para o outro”, admitiu. “Quanto tempo vai levar? Não sei, mas algumas fábricas tiveram problemas similares há alguns anos e estão tendo ótimos resultados agora”, concluiu.

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