Stoner admite vontade de “estar um pouco mais envolvido” com MotoGP

Bicampeão da MotoGP, Casey Stoner atuou como piloto de testes de Honda e Ducati desde que se aposentou, no fim de 2012. O australiano ainda se recupera de uma fadiga crônica

Outrora critico dos rumos da MotoGP, Casey Stoner reconheceu que sente vontade de contribuir com o esporte. O australiano considerou que pode contribuir com o futuro do esporte.

Em maio de 2012, Stoner anunciou que aquela era sua última temporada na classe rainha do Mundial de Motovelocidade. Na época, o #27 se mostrou bastante incomodado com o ambiente do esporte e contou que sua paixão se afastou lentamente.

Casey Stoner trabalhou com Jorge Lorenzo enquanto foi piloto de testes da Ducati (Foto: Ducati)
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“Acho que sou um dos poucos pilotos que podem dizer que se aposentaram quando pararam de curtir. A minha paixão lentamente se afastou deste campeonato”, disse na época, também disparando criticas a imprensa e ao regulamento.

Desde então, Stoner atuou como piloto de testes da Honda por três temporadas e, em 2016, assumiu o posto na Ducati, onde ficou até 2018.

Bicampeão da MotoGP, Stoner foi questionado se estaria disposto a atuar como chefe de equipe ou mentor na MotoGP, justificou o afastamento da função de piloto de testes e revelou o desejo de se envolver mais com o esporte.

“Como vocês sabem, nós tivemos um certo papel com a Ducati. Tentei com a Honda no início, mas meio que fui um pouco espremido para fora pelo jovem que estava chegando. Não me queria por perto”, contou Stoner rindo, uma referência a Marc Márquez. “Então tentamos isso com a Ducati também, mas não conseguimos chegar a um acordo sobre os termos, coisas assim, então tivemos de deixar esse cargo. Eu não senti que realmente poderia dar ao time o que eu queria”, seguiu.

“Eu sabia o que os pilotos queriam, nós trabalhávamos muito bem juntos, mas, infelizmente, os pilotos nem sempre são ouvidos. Como você sabe, algumas fábricas veem os dados e o que eles acreditam ser a direção correta, e isso nem sempre cai bem com os pilotos. Então era só uma tarefa árdua, uma luta constante, tentando conseguir mudanças nas coisas certas na moto para avançar. E era um trabalho duro. Estando na Austrália e sem poder estar lá também, ter mais reuniões e discussões e pressioná-los mais foi um pouco difícil”, explicou. “Então eu meio que me afastei do cargo, mas ainda acho que tenho muito a dar ao esporte. Ainda acho que têm certos aspectos onde talvez eu pense fora da caixa e tenha uma visão diferente das coisas que pode ajudar de alguma forma. Eu certamente não vou chegar e criar soluções e etc., mas eu sei o que precisa ser feito para vencer corridas e tenho algo para contribuir no futuro”, avaliou.

“Eu mesmo tempo, tenho de esperar essa fadiga crônica passar para que eu possa de fato dar um pouco mais do que posso no momento. No momento, estou colocando todo meu esforço nisso e na minha família. Mas, para ser honesto, sim, eu gostaria de estar um pouco mais envolvido e ver o que o futuro reserva para a MotoGP”, completou.

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