Substituindo Stoner, Rea vê RC213V “completamente diferente” e diz: “Preciso mostrar do que sou capaz”

Jonathan Rea foi escalado pela Honda para substituir Casey Stoner, enquanto o australiano se recupera de lesões no tornozelo direito. Piloto do Mundial de Superbike afirmou que RC213V é completamente diferente da CBR1000RR que utiliza e declarou que precisa aproveitar a chance para mostrar do que é capaz

Jonathan Rea foi escalado pela Honda para a difícil missão de substituir Casey Stoner no comando da RC213V, enquanto o australiano se recupera de uma cirurgia no tornozelo direito, realizada para corrigir as lesões sofridas em um forte acidente durante o treino classificatório para o GP de Indianápolis.

O primeiro contato do norte-irlandês com o protótipo aconteceu na última segunda-feira (27), durante um teste coletivo no circuito de Brno. Em entrevista ao site britânico ‘Visordown’, Rea destacou que a moto é muito diferente da CBR1000RR que ele utiliza no Mundial de Superbike.
 

Rea vem do Mundial de Superbike para substituir Stoner na Honda (Foto: Repsol)


“O teste foi bom, é uma moto completamente diferente da que eu normalmente uso no Mundial de Superbike”, disse. “Pneus diferentes, freios diferentes, eletrônica, então, para mim, foi como voltar ao meu primeiro dia de aula na escola”, comparou.

“Eu não queria fazer nenhuma loucura no primeiro dia. Foi como dar passinhos de bebê, tentando aprender e entender a moto antes de forçar 100%”, explicou. “Eu realmente gostei, a experiência foi ótima, a equipe é realmente boa e me ajudou muito”, contou.

Jonathan também falou sobre a importância de Daniel Pedrosa neste momento de aprendizado. O piloto afirmou que poder ver os dados do espanhol ajuda em sua evolução.

“Ser companheiro do Dani significa que eu posso olhar para o outro lado da garagem e encontrar dados no computador de alguém muito rápido, para entender onde eu preciso ir mais rápido”, contou.

Ainda, Rea destacou a sensação de dividir a pista com os grandes nomes do motociclismo. “Foi engraçado no teste. Eu estava rodando pelo circuito, Jorge Lorenzo passou e eu o vi por uns três segundos e aí ele desapareceu”, lembrou. “Foi meio surreal andar com esses caras, mas eles têm dois braços e duas pernas como eu, então tomara que eu perceba isso logo e tenha uma boa chance”, brincou.

Questionado se havia planejado um futuro na MotoGP, Rea mostrou que segue com os pés no chão e disse que cedo para fazer planos. “Eu não planejei nada porque acho que é um pouco desrespeitoso com a categoria pensar que eu vou colocar o mundo em chamas”, afirmou. “É muito difícil já que eles são os melhores do mundo, nas melhores motos do mundo, então tenho de tratar a categoria com respeito.”

O substituto de Stoner revelou que sua principal meta é andar na frente das CRT, mas lembrou que será muito difícil se dividir entre o Mundial de Superbike e a MotoGP.

“Acho que terminar a corrida e me divertir tem de ser as metas principais”, defendeu. “Depois do teste de Aragón, eu vou saber um pouco mais. No momento, tenho de tentar estar à frente das CRT e me divertir, fazer essa experiência valer, já que foi um ano muito movimentado.”

“É muito difícil dedicar todo meu tempo só para Superbike ou MotoGP agora, então fazer as duas juntas será uma tarefa muito difícil, mas eu estou pronto para isso”, garantiu.

Comparando a CBR1000RR do Mundial de Superbike, com a RC213V da MotoGP, Rea destacou: “As duas motos exigem estilos de pilotagem muito diferentes e dar 100% nas duas será difícil, mas quando essa oportunidade surge, ainda que no fim da temporada, quando eu estou lutando pelo top-5 do mundo, você não pode recusar”, apontou. “É a maior coisa que aconteceu na minha carreira até aqui e eu preciso mostrar para esses caras do que eu sou capaz e quem sabe o que o futuro guarda”, concluiu.

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