Suzuki começa teste do Catar com pé direito e ratifica boa forma da GSX-RR

Com a dobradinha de Álex Rins e Joan Mir no primeiro dia de testes no Catar, a Suzuki mostrou que a boa forma exibida na Malásia não foi fruto do acaso. Bem nascida, a GSX-RR se coloca como uma das principais forças em um grid ultracompetitivo

A MotoGP pode não estar em clima de Carnaval, mas não é por isso que os boxes da Suzuki não estão em ritmo de folia. Depois de apresentar uma boa forma nos testes da Malásia, a fábrica nipônica ratificou a força da GSX-RR no primeiro dia da última bateria da pré-temporada 2020.
 
Neste dia inicial de testes no Catar, Álex Rins aproveitou os minutos finais da sessão para apertar o passo, alcançar a marca de 1min54s462 e ditar o ritmo do sábado (22), só 0s002 melhor que Joan Mir, o segundo colocado. Também dono de um bom ritmo em Sepang, Maverick Viñales completou o top-3 deste sábado, apenas 0s030 mais lento que o #42.
 
“Consegui fazer a minha melhor volta nos últimos minutos e isso é bom”, disse Álex. “Estou contente, pois tudo que nós estamos em Sepang parece que também funciona aqui”, seguiu.
Álex Rins (Foto: Suzuki)
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Assim como fez na Malásia, Rins testou em Losail o novo chassi da GSX-RR e saiu satisfeito com o que viu.
 
“Nós testamos muitas coisas e o dia foi muito bom. Estamos usando um novo chassi e amanhã vamos compará-lo com o anterior”, explicou. “O novo me dá sensações melhores, mas não há um ganho de tempo muito grande. Amanhã será um dia de trabalho duro para descartar um deles”, avisou.
 
Indo para o segundo ano na classe rainha do Mundial de Motovelocidade, Mir mostrou boa evolução nesta fase de testes, mas ainda quer mais para poder rivalizar com os principais pilotos do grid. 
 
“Nós trabalhamos em todos os aspectos. Melhoramos o ritmo e, quando colocamos o pneu macio, foi mais fácil melhorar. Tenho confiança e me sinto bem desde que subi na moto”, contou Mir. “Se pudermos continuar assim, será um bom início de campeonato”, previu. 
 
Campeão da Moto3 em 2017, Joan ficou bem perto do companheiro de Suzuki, mas acha que não fez o melhor que podia.
 
“Minha volta não foi perfeita, ainda temos margem de melhora”, avaliou. “O objetivo é brigar com os grandes. Estamos fazendo um bom teste. Agora temos de fazer boas corridas”, resumiu.
 
Assim como aconteceu no teste malaio, o que se viu neste primeiro dia em Losail foi um pelotão apertado, com 0s806 cobrindo os dez mais rápidos ― no total, foram 14 pilotos no mesmo segundo do líder. Suzuki e Yamaha colocaram 100% de suas motos dentro do top-10, enquanto Ducati teve duas motos entre as mais velozes e a Aprilia apenas uma.
Joan Mir (Foto: Suzuki)
Melhor classificado entre os pilotos da Yamaha no ano passado, Viñales tinha na largada sua principal dificuldade. Agora, seguindo o caminho de Ducati e Aprilia, a Ducati começou a testar o chamado dispositivo ‘holeshot’, um recurso que baixa a suspensão traseira da moto para melhorar a largada nas corridas.
 
“Nós estamos provando coisas na largada, mas, se há melhora, não veremos até a corrida”, apontou Maverick. “Os rivais estão trabalhando muito e ainda temos de melhorar um pouco mais a moto, principalmente para ultrapassar. Estou muito confiante”, frisou.
 
“Parece que nós estamos melhores do que no ano passado”, apontou. “Aqui, o acerto de Sepang funcionou logo de cara. A única incógnita que tenho é a largada”, completou.
 
Enquanto Suzuki e Yamaha confirmam a boa forma exibida na Malásia, a Honda segue sendo uma incógnita. Marc Márquez ainda não está em sua melhor forma. Álex Márquez segue em fase de aprendizado e foi apenas discreto neste sábado. Cal Crutchlow, por sua vez, ficou lá para trás, 1s295 mais lento que Rins. Takaaki Nakagami, por outro lado, também se recupera de uma operação.
 
“Por conta de lesão, este é um circuito pior para mim do a que Malásia. O ombro está melhor, mas as curvas rápidas e longas me fazem sofrer um pouco”, contou. “Esta pista potencia rodos os pontos fracos da nossa moto”, ressaltou.
 
“Fisicamente, eu estou melhor, mas, na pista, me sinto pior. Tenho que trabalhar para estar próximo dos mais rápidos”, reconheceu.
 
O cansaço físico, porém, não é a única coisa preocupando Márquez.
 
“Às 18h30, não dava mais e eu decidi parar”, contou. “Estou preocupado com várias coisas, fisicamente e tecnicamente. Segue sendo uma Honda muito complicada”, frisou.
 
“Os problemas que temos são os mesmos do ano passado: estressamos demais o pneu dianteiro”, completou.
 
Apesar da atuação discreta da Ducati, Andrea Dovizioso não fez um balanço ruim do sábado, ainda que tenha sofrido uma queda já na parte final da sessão.
 
“Estou bem satisfeito com hoje, porque conseguimos encontrar uma boa sensação com a moto, que foi melhor do que tive na Malásia”, comparou. “Nós fizemos alguns testes, e todos eles foram positivos. Infelizmente, não conseguimos completar o programa que tínhamos para hoje, mas, no geral, estamos em um bom lugar e conseguirmos fazer o melhor tempo com um pneu médio que já tinha 17 voltas”, relatou.
 
“Só foi uma pena que eu tive uma pequena queda perto do fim da sessão que não nos deixou completar um teste interessante”, lamentou.

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