Suzuki participa de teste oficial em Montmeló, mas adia retorno à MotoGP para temporada 2015

Testando nesta segunda-feira (17) em Montmeló, a Suzuki contrariou as expectativas e anunciou seu retorno à MotoGP na temporada 2015. Fábrica nipônica deixou o esporte no fim de 2011

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A Suzuki contrariou as expectativas e anunciou que só voltará definitivamente à MotoGP na temporada 2015. Alegando dificuldades financeiras por conta da severa crise econômica mundial, a fábrica nipônica deixou o esporte no fim de 2011, mas prometendo trabalhar em um protótipo 1000cc, para voltar ao grid em 2014. 
 
Ao longo deste ano, a Suzuki realizou alguns testes com a nova moto, inclusive escalando Davide Brivio – que foi chefe de equipe da Yamaha durante muitos anos e atualmente trabalha com Valentino Rossi na VR46 – para chefiar a equipe, e Randy De Puniet para o posto de piloto de desenvolvimento. 
Suzuki colocou novo protótipo na pista nesta segunda (Foto: Suzuki)
A Suzuki está em Montmeló nesta segunda-feira participando de um teste oficial da categoria. O novo protótipo 1000cc conta com motor quatro cilindros em linha, o mesmo formato que é utilizado pela Yamaha na M1. 
 
“Depois de dois anos de suspensão desde 2012, a Suzuki Motor Corporation organizou sua equipe de testes para participar de testes mais práticos neste avançado estágio de desenvolvimento e vai participar do teste oficial conjunto que será realizado no circuito da Catalunha, na Espanha”, disse a fábrica em um comunicado. “Apesar de seguir testando em circuitos dentro e fora do Japão para desenvolvimento e refinamento, a Suzuki Motor Corporation voltará a participar da MotoGP a partir da temporada 2015”, continuou. 
 
No último fim de semana, Carmelo Ezpeleta, presidente da Dorna, a promotora do Mundial, explicou seus planos para o futuro da competição. Temendo uma nova retirada da Suzuki, o dirigente já vinha defendendo que a marca teria de se aliar a uma das equipes existentes e agora anunciou que a empresa espanhola também não oferecerá suporte financeiro para todos os times. 
 
“No ano passado, nós aumentamos o grid da MotoGP de 21 para 24 pilotos, com três times independentes entrando. Então vieram pedidos adicionais para lugares para novos fabricantes, como a Suzuki, e de outros times independentes”, contou. “Nós decidimos que a única forma de um novo fabricante entrar no campeonato é por meio de um acordo com uma equipe existente ou comprando um lugar de uma equipe existente. Nós concordamos em um preço razoável, mas ninguém quer vender seu lugar na classe rainha”, explicou. 
 
“Por isso, nós decidimos que para poder aumentar o grid do próximo ano, os atuais times irão permanecer com seus benefícios atuais, como premiação em dinheiro, despesas de viagem e custo com os pneus, e que nós vamos aceitar até quatro novas entradas”, anunciou. “Em 2015, os primeiros 22 pilotos vão receber um prêmio em dinheiro, aí o 23º e o 24º vão receber alguns benefícios, e os pilotos abaixo disso na classificação não vão receber nenhum prêmio em dinheiro”, continuou. 
 
Ainda, o dirigente explicou que as novas equipes que entrarem em 2014, também terão de arcar com as despesas com os pneus. “No momento, o acordo com a Bridgestone é para fornecer para 24 pilotos, então os novos times teriam de assumir os custos como parte de seu orçamento”, completou.

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