“Triste, desapontado e preocupado”: Lorenzo escancara insatisfação após 12º lugar em Jerez, mas promete reagir

Jorge Lorenzo não escondeu sua decepção com o 12º lugar registrado no GP da Espanha de domingo (5). O #99 considerou que ainda precisa de tempo para se adaptar à moto e recuperar a forma física, mas não escondeu a tristeza com o momento atual

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Jorge Lorenzo não podia ter sido mais transparente após o GP da Espanha. Diante da imprensa no domingo (5), o #99 reconheceu que está “triste, desapontado e preocupado” após o 12º lugar na corrida em Jerez de la Frontera.
 
O piloto de Palma de Maiorca tinha falado com animação da corrida andaluz, já que tem em Jerez um de seus circuitos favoritos. Inicialmente, ainda no TL1, o piloto de 32 anos se mostrou competitivo, mas o ritmo não se manteve ao longo das demais sessões.
 
Lorenzo se classificou apenas em 11º, mas, já na segunda volta, tinha caído para o 15º posto. E só avançou três posições por conta dos revezes de Fabio Quartararo, Jack Miller e Joan Mir.
 
Além de ter ficado atrás de Marc Márquez, Cal Crutchlow e Takaaki Nakagami, o tricampeão da MotoGP também foi superado por Stefan Bradl, piloto de testes da HRC e que fez apenas sua primeira corrida no ano.
 
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Jorge Lorenzo não escondeu tristeza com performance em Jerez (Foto: Michelin)

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“Obviamente, não posso ficar feliz com a minha corrida”, disse Lorenzo. “Não posso ficar entusiasmado. A coisa lógica é estar triste, desapontado e preocupado”, seguiu.

 
“Amanhã temos um teste importante com muitas coisas para testar, testar com o desejo de que algumas dessas nos deem mais velocidade. Mas é um momento difícil para mim. Vou continuar, otimista. É a única mentalidade que posso ter”, comentou. “Com certeza, se tivesse começa na primeira ou segunda filas, teria tido mais pista livre. Provavelmente, teria sido mais rápido nas primeiras três ou quatro voltas”, ponderou.
 
“Mas a verdade é que quando eu estava sozinho, já em 13º, 14º, eu não tinha ritmo. Não me senti confortável na moto. Fui lento. Se você é rápido, recupera tempo, posições, metros… Mas eu não podia fazer isso, porque não era competitivo o bastante”, reconheceu. 
 
Sem esconder a decepção, Lorenzo prometeu reagir e falou que seguirá lutando até encontrar uma saída.
 
“Dá para ver pelo meu rosto. Meu rosto, obviamente, não é um rosto feliz. Essa é a razão. Não gosto de fazer corridas como a de hoje. Dei tudo na pista, mas não podia ser mais rápido”, insistiu. “Não gosto da posição. Não gosto da situação. Mas acho que sou um campeão e campeões seguem lutando até encontrarem uma solução”, avisou. 
 
Questionado sobre as razões dessa falta de ritmo, Jorge respondeu: “Bom, eu tenho problemas na entrada de curva. Ainda não tenho apoio”.
 
“A moto está transferindo muito peso para a frente e é difícil ter energia o bastante nos braços. Eu preciso encontrar algumas soluções para este problema. Aí tenho certeza de que tem alguma coisa relacionado com o freio motor ou o chassi. Está faltando alguma coisa que ainda não entendemos”, apontou. “Isso me dá [insegurança] na entrada das curvas. Estou perdendo muito tempo em comparação com Cal e Nakagami e, claro, Marc. Até melhorarmos isso, não seremos rápidos”, reconheceu.
 
A dificuldade de adaptação de Lorenzo não chega a surpreender, já que o espanhol teve seu tempo com a RC213V limitado durante a pré-temporada por contas das muitas lesões em sequência.
 
Assim, o #99 confia que, uma vez que consiga recuperar sua forma física e ter mais tempo de pista com o protótipo da asa dourada, os resultados vão começar a aparecer.
 
“Com certeza, posso melhorar um pouco a minha pilotagem. Toda vez que piloto, aprendo alguma coisa. Mas a moto em si, para o meu estilo de pilotagem, precisa me dar algo mais em termos de ergonomia, para não ficar cansado nas freadas, e em termos de confiança, chassi, freio motor ou motor, para que possa entrar mais rápido nas curvas. Agora eu perco muita velocidade”, listou. “O escafoide está melhorando dia após dia, mas muito lentamente. Não sinto tanta dor na moto, estou ok. Mas não posso treinar tanto na academia, então isso me afeta do lado físico”, comentou.
 
“Do lado cardiovascular, eu posso treinar duro com a bicicleta, mas, obviamente, tem alguns exercícios que não posso fazer na academia para ganhar força nos braços. Mas, repito, tem algo na moto que eu não entendo para me dar confiança para trabalhar”, insistiu.
 
Perguntado se a adaptação à Honda está sendo mais difícil do que a transição de Yamaha para Ducati há dois anos, Lorenzo respondeu: “Eu não sei”.
 
“Tem motos em que você sobe e se sente muito confortável e muito rápido desde o princípio, e tem outras que não. Têm pilotos que se adaptam muito facilmente e pilotos que precisam de mais tempo, que, quando entendem tudo, ficam lá para sempre”, comentou. “Eu, provavelmente, sou deste ultimo tipo, mas a situação é bem similar. Eu perdi Sepang por três dias, fiquei oito meses lesionado. Com certeza, isso não ajuda. Acho que preciso de tempo, mais testes e mais quilômetros com a moto. Tudo isso junto vai me dar mais velocidade”, concluiu.

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