Rossi afasta “moral baixo” e diz que deixa Jerez com sorrisinho após teste positivo

Italiano destacou que precisa ser mais rápido, mas saiu animado do teste coletivo na Espanha e confiante em ter encontrado um caminho com a moto da Yamaha

Jack Miller celebrou a vitória com os integrantes da Ducati (Vídeo: MotoGP

Valentino Rossi encerrou o teste coletivo da MotoGP em Jerez com um sorrisinho no rosto. Decepcionado com a performance no GP da Espanha, o piloto da SRT viu melhora nas coisas que testou na Yamaha no traçado espanhol e vai para o GP da França um pouco mais motivado.

No fim de semana, durante a quarta etapa da temporada 2021, Rossi largou apenas em 17º, mesma posição em que encerrou a corrida andaluz, 22s731 atrás de Jack Miller, o vencedor.

Valentino Rossi ficou mais animado depois do trabalho de segunda-feira (Foto: SRT)

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O desempenho deixou o moral baixo, mas o teste de segunda-feira serviu para dar uma animada. Valentino ficou com o 12º tempo, 0s821 atrás de Maverick Viñales, o líder.

“Depois da corrida e de todo o fim de semana, o meu moral e da equipe estava muito baixo, porque temos de tentar ser mais rápidos. Hoje, as coisas foram um pouco melhores. Em alguns momentos, tínhamos um pequeno sorriso”, contou Rossi.

Rossi completou 73 voltas em Jerez e teve um novo braço oscilante de fibra de carbono e alguns ajustes eletrônicos para testar.

“Temos uma necessidade desesperada de melhorara o ritmo, o feeling com a moto, pois estamos com muitas dificuldades ao longo do fim de semana. Terminamos o teste com uma boa sensação, pois sou capaz de pilotar melhor e melhorei muito o meu ritmo”, apontou.

Rossi explicou que os pneus traseiros mais macios disponibilizados pela Michelin nas últimas temporadas da MotoGP não se adaptam naturalmente a seu estilo de pilotagem, mas chamou para si a responsabilidade.

“Não quero dizer que o pneu é macio demais para mim, pois, no fim, o pneu é o mesmo para todo mundo, então os outros são capazes de lidar com ele. Se queremos correr na MotoGP, temos de lidar com isso e tentar”, frisou. “Não me sinto confortável com a moto, estou um pouco atrasado com a minha pilotagem, e isso também cria problemas na aceleração, pois muitas vezes tenho problemas com a aderência na traseira em aceleração, não consigo sair da curva rápido o bastante”, explicou.

“Trabalhamos muito no acerto com David [Muñoz, chefe dos mecânicos], o acerto do garfo dianteiro, também a distribuição de peso para frear e entrar de uma maneira melhor, para frear mais forte e entrar na curva com mais velocidade. Esta é a meta. E nós melhoramos”, observou. “Tudo que tentei hoje foi ume pequena ajuda. E a Yamaha também trouxe algo que talvez não seja muito grande, mas que, de qualquer forma, me ajuda. Estou feliz, pois depois do fim de semana nós estávamos meio abatidos, já que estávamos em dificuldades. Vamos ver, mas hoje a sensação é muito melhor. No fim, foi um bom teste”, comentou.

O italiano frisou que foi apenas de um teste, mas, mesmo saiu, saiu feliz da atividade coletiva de segunda-feira.

“É sempre difícil, pois, no fim, é um teste de segunda-feira, né? Então as condições são diferentes, é uma maneira diferente de trabalhar em comparação com o fim de semana. E, especialmente, vamos correr em Le Mans na próxima semana com condições diferentes”, lembrou. “Mas, honestamente, estou feliz, pois me sinto melhor com a moto, fui capaz de pilotar melhor, de maneira mais precisa, mais rápido nas partes rápidas e encontramos algo interessante”, pontuou.

Por fim, Valentino destacou que seguirá empenhado na preparação no Rancho, mas considerou que a dificuldade de performance não pode ser solucionada em Tavullia, já que precisa trabalhar especificamente com o protótipo da MotoGP.

“Trabalhamos muito especialmente no Rancho, mas também quando treinamos de moto em Misano ou em pistas menores, principalmente em relação às primeiras voltas, à batalha, a luta, a disputa corpo a corpo”, contou, “Sempre trabalhamos, mas, para mim, o problema é a minha velocidade. Preciso melhorar a velocidade e a sensação com a moto. Este fim de semana foi muito difícil e sabemos que é difícil lutar pela vitória, mas precisamos ser mais fortes. E, com certeza, quero ser mais forte do que isso”, declarou.

“Mas temos de trabalhar, principalmente eu e a M1. Então preciso ser mais rápido. Mas hoje não foi tão ruim. Foi um bom teste. Achamos algo interessante. Então esperamos que possamos levar isso para Le Mans e tentar entender se poderemos ser mais fortes lá”, completou.

A MotoGP volta à ação no dia 16 de maio, com o GP da França, quinta etapa do calendário. Acompanhe a cobertura do GRANDE PRÊMIO sobre o Mundial de Motovelocidade.

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