MotoGP

Viñales se vê em “tobogã de emoções” e garante motivação total, mas coloca em dúvida empenho de equipe na Yamaha

Em entrevista ao diário espanhol ‘Marca’, Maverick Viñales admitiu que se sente em um “tobogã de emoções”, mas frisou que segue 100% motivado. O #25, no entanto, afirmou que nem sempre o time comandado por Ramón Forcada dá seu máximo

Warm Up / Redação GP, de São Paulo

Maverick Viñales segue incomodado com a performance da Yamaha nesta primeira parte da temporada 2018 da MotoGP. Longe do topo do pódio desde o GP da França do ano passado, o #25 ocupa hoje a terceira colocação no campeonato, mas já com 38 pontos de atraso para o líder Marc Márquez.
 
Em entrevista ao jornal espanhol ‘Marca’, Viñales avaliou que vive “um tobogã de emoções”, mas descordou da declaração do jornalista de que é difícil explicar os altos e baixos da temporada.
Maverick Viñales questionou empenho do time comandado por Ramón Forcada (Foto: Michelin)
“Pois eu tenho uma resposta muito simples: eu dou 100% sempre, em cada treino. Quando a moto funciona, estou lá na frente. Quando não funciona, tenho de aguentar e estar atrás. Nada mais”, disse Viñales. “No fim, dou o mesmo todos os dias. É difícil saber o que acontece no nosso box. Estamos tentando, da minha parte, estar motivado, forte, buscar a solução, trabalhar cada dia mais. Não me rendo de jeito nenhum. Desde que estou no Mundial, da primeira até a última corrida, lutei ao máximo”, assegurou.
 
Maverick, no entanto, negou que se sinta prisioneiro da situação, já que sabe que foi ele quem escolheu renovar com a Yamaha antes mesmo da primeira corrida do ano.
 
“Não me sinto prisioneiro. Fui eu que escolhi meu destino”, reconheceu. “Mas me sinto, em parte, um pouco frustrado por não poder demonstrar meu potencial. Creio que tenho muito mais potencial. Tomara que possa demonstrá-lo, pois tenho muitas ganas”, torceu.
 
Questionado se segue chorando nos boxes por conta de seu desempenho, Maverick foi sincero: “Sim. Continuo fazendo isso”. 
 
“No fim, sou uma pessoa muito competitiva. Sei o nível que tenho, sei onde posso estar. Eu sou muito realista comigo, muito autocrítico”, comentou. “Se faço algo mal, me torturo muito. Se faço bem, também porque me dá raiva saber o nível que tenho estar ali em sétimo, lutando com motos que não são de fábrica. É difícil”, frisou.
 
“É mais de um ano já sofrendo. É muito difícil. Tudo começou muito bem e torceu tudo”, apontou.
 
Perguntado, então, se sente que o time comandado por Ramón Forcada também dá o máximo em busca do resultado, Viñales colocou em dúvida a atuação de seu time de engenheiros e mecânicos.
 
“Em certos momentos, não”, respondeu. “Faltou sorte. É, também, um pouco a causa dessa situação. É muito difícil para uma pessoa dar o máximo quando passam tantas corridas sempre com o mesmo problema: os pneus de corrida”, comentou. 
 
“Nós fazemos bem os treinos. Quando as coisas vão bem, é muito fácil: todos damos 300%. Mas dá para ver quando as coisas vão mal: é quando você vê realmente as pessoas e quando elas dão o máximo ou se rendem”, ponderou. “Em certos pontos, custou manter a concentração e a motivação. Como no ano passado, quando víamos que o Mundial nos escapava. É muito difícil”, concluiu.
 
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