MotoGP

Voltando de lesão, Crutchlow afirma que estava “aprendendo a pilotar outra vez” no primeiro dia em Sepang

De volta às pistas após fraturar o tornozelo em Phillip Island, Cal Crutchlow contou que usou o primeiro dia em Sepang apenas para reaprender a pilotar. Britânico falou em uma dor suportável, mas admitiu que teve de se adaptar para usar os freios da RCV
Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
 Crutchlow (Foto: LCR)
Cal Crutchlow precisou reaprender a pilotar no primeiro dia de testes da MotoGP na Malásia. O piloto da LCR subiu numa moto pela primeira desde o acidente em Phillip Island, em outubro passado, quando fraturou o tornozelo direito.
 
As lesões foram tão severas que Cal passou boa parte deste período de recuperação sem conseguir andar sem sentir uma dor pungente. O #35, no entanto, conseguiu pedalar como forma de treinamento, mas apenas algo em torno de 25 horas por semana.
 
Com o corpo desacostumado às exigências da MotoGP, Cal descreveu a sensação nas primeiras voltas em Sepang como “horrendo”, mas destacou que foi se acostumando ao longo do dia. 
Cal Crutchlow ainda não está totalmente recuperado (Foto: LCR)
“Me senti horrendo nas primeiras voltas do dia”, contou Crutchlow. “Eu fiz a minha primeira volta e achei que estava fazendo 2min01s, mas eu fiz 2min08s. Aí eu quase voei por cima do guidão em uma das saídas, porque meu controle do freio não é fantástico”, seguiu.
 
“Estou apenas aprendendo a pilotar outra vez, é simples assim. Acho que meu feedback é bom. Voltei a trabalhar muito bem com o meu time. O time foi realmente paciente, como sabia que seria. No início do dia, eu estava apenas passeando por aí sem realmente saber o que estava acontecendo”, comentou.
 
Ainda, Cal contou que está lidando bem com a dor, mas reconheceu que sente dificuldade para frear a RC213V.
 
“O controle do meu pé na alavanca do freio não é fantástico no momento. Sou lento para mover o pé na pedaleira, mas espero que isso melhore. No geral, estou feliz com o tornozelo”, comentou. “Agora eu estou com um pouco de dor, mas já é o fim do dia. Não é nada gritante. Posso andar. Não podia quando saí da cama nesta manhã, mas aí, depois de 20 minutos, eu estava andando bem. Amanhã [quinta] vai ser difícil! Posso precisar sair mais cedo da cama”, brincou.
 
No primeiro dia em Sepang, Cal trabalhou com a versão 2018 da RCV na parte da manhã, mas assumiu o protótipo de 2019 pouco antes do almoço. 
 
“Eu trabalhei com as duas motos: com a 2018, pois acabei de chegar. Não tinha pilotado nada. Até soltar a embreagem era estranho no começo do dia. Aí eu comecei a trabalhar com a moto de 2019 por uma hora antes do almoço e aí depois. Fiquei impressionado, então é bom”, falou. “Me senti bem por pilotar outra vez. Posso ser competitivo esta temporada. Não sei o quanto competitivo. Hoje eu não busquei tempo de volta. Sinto que podia ter sido significativamente mais rápido se precisasse, o que é sempre bom, porque às vezes você está meio segundo fora do ritmo e acha que não pode ser mais rápido”, ressaltou.
 
Questionado sobre as diferenças entre as duas motos, Crutchlow evitou detalhes, já que ainda não tinha sido orientado pela HRC sobre o que podia ou não dizer.
 
“Vou ser honesto. Eu não perguntei o que posso ou não dizer. Fiquei com o pé num balde de gelo. Mas estou otimista, é mais forte. É diferente de pilotar”, apontou. “Não é uma diferença enorme. Nós estamos sempre buscando por pequenos detalhes. Eles fizeram um bom trabalho, mas não sinto que é fantástico nos detalhes, porque eu não mexi no acerto. Eu estava apenas aprendendo a pilotar a moto nesta tarde e a me sentir bem com ela”, concluiu.